13/07/2021

REFLEXÕES NO ATELIER

 

Obra Tormento - por Taís Luso


           

                - por Tais Luso de Carvalho


Mais uma madrugada e mais outro amanhecer, sempre o mesmo ritual: a noite despedia-se enquanto surgia a tímida luminosidade do amanhecer.

Mariana permanecia no sótão da casa entre telas e pincéis. Ali em seu atelier, ela dava vazão às suas emoções, colocando em cada pincelada um pouco de seu espírito, por vezes melancólico e solitário. Os suaves e disciplinados acordes uniam-se em melodias que lhe tocavam o coração: as Ave-Marias de Gounod, de Shubert, de Donati...

Não demorou muito para que ela largasse as telas e desse descanso aos pincéis. Já cansada, debruçou sua cabeça sobre a mesa e passou a refletir sobre sua vida, seus encantos e desencantos, seus afetos, seus amigos, sua família.

Simpatizante da filosofia budista questionava-se, também, sobre a reencarnação e outros tantos caminhos. Mas até aquele momento não chegara a um consenso. Ao mesmo tempo em que estava sintonizada com a estética, estava em dissonância com seus valores e com sua espiritualidade.

E ali viu-se só.

A música inundava o atelier amenizando sua solidão. As tintas e os pincéis, antes deixados de lado, agora testemunhavam os abafados soluços de Mariana. O tempo foi cumprindo o seu percurso até que Mariana levantou a cabeça como se estivesse emergindo de profundezas. E fixou, ao acaso, seu olhar num quadro esquecido, dependurado e coberto num canto do atelier, quase diante de sua mesa, ao lado de objetos insignificantes.

Com curiosidade, levantou-se e removeu um pano que encobria o quadro que havia pintado há muitos anos. Um pouco surpresa, ficou a olhar aquele rosto de expressão suave, olhos cheios de ternura e os cabelos castanhos caindo sobre o belo rosto, numa suave harmonia.

Voltou à mesa e dali ficou a observar aquela expressão tão singular: um olhar que não recriminava e lábios que não acusavam. Talvez ela tivesse descoberto, em algum recanto de sua alma, sentimentos de generosidade e complacência. E pintara um retrato comprometido com esses sentimentos e com suas carências.

Já menos amargurada, levantou-se e substituiu a música: colocou “Chanson d’enfance” e enterneceu-se como se buscasse um afago; queria sentir apenas a alegria do momento, e ter uma paz que não oscilasse. E assim ficou por bom tempo, recostada no sofá, deixando-se conduzir pelos suaves acordes.

Mais tarde aproximou-se do quadro e fixou seus olhos na pintura:

- E agora Amigo? Estamos aqui sozinhos, frente a frente... Mas nada ouso Te pedir, guardo na memória a tua Via-Sacra... Mas procuro apenas alguém que me escute, que retorne comigo à infância, e que compartilhe de meus projetos; ainda que pequenos projetos; e que na solidão de minhas madrugadas esteja presente...

Sinuoso, o sol invadiu o atelier deixando uma sensação de conforto. Mariana caminhou em direção ao quadro, beijou o meigo rosto e encostou a porta...

- Até amanhã.



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                              ( Conto publicado na Revista de Artes Dartis nº 24 )





12/07/2021

BARROCO NO BRASIL / ALEIJADINHO

Igreja de S.Francisco da Penitência / Rio de Janeiro 



 -Tais Luso de Carvalho

O Barroco foi introduzido no Brasil no início do século XVII pelos jesuítas, que trouxeram o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. Nas artes plásticas seus maiores expoentes foram Aleijadinho - na escultura  e Mestre Ataíde - na pintura onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766.


Nossa Senhora das Dores / Aleijadinho

O barroco brasileiro é associado claramente à religião católica. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco encontram-se os mais belos trabalhos de relevo em madeira - as talhas - e esculturas em pedra sabão. Já nas regiões mais pobres, onde não havia o comércio de açúcar e ouro, a arquitetura das igrejas apresentava aparência mais modesta, assim como as residências, chafarizes, câmaras municipais etc.

No Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, terras do Paraguai e Argentina, chamadas de região missioneira, a arquitetura era diferenciada da arquitetura do Nordeste e das regiões das minas de ouro, pois os jesuítas misturaram elementos da arquitetura românica e barroca da Europa, pois os construtores eram de origem européia. 

No Nordeste, somente no século XVIII houve total domínio do requinte do barroco. De Salvador saia grande quantidade de riqueza do país para Portugal e também vinham os artistas portugueses e produtos. 

Riquíssima é a Igreja de São Francisco de Assis, com seu interior revestido de talha dourada levando para si o título de a Igreja mais linda do Brasil. 

Os mestres maiores da arte sacra foram Aleijadinho e Mestre Ataíde, onde suas obras, consideradas as mais belas do país despontaram com maior encanto a partir de 1766. 

O período barroco brasileiro tem, então, em seus santos e suas igrejas a mais significativa manifestação de fé e de arte: não só uma fé intimista com que cada pessoa se relacionava com seu santo, mas também, como uma expressão ímpar de ver, sentir e vivenciar a arte.

ANTONIO FRANCISCO LISBOA - O ALEIJADINHO:

 
As maiores expressões do Barroco Mineiro são, sem dúvida, o Aleijadinho e Ataíde. Mas a arte setecentista de Minas Gerais foi criação de uma infinidade de artistas, dos quais muitos permanecem no anonimato.

Antônio Francisco Lisboa - 1738/ 1814

Era o nome completo do Aleijadinho, nascido em Vila Rica, em 1738, filho bastardo do português Manuel Francisco Lisboa e de uma escrava, Isabel. Tendo nascido escravo, foi libertado pelo pai no dia de seu batizado.

Entalhador, escultor e arquiteto, trabalhava madeira e pedra-sabão, de que foi o primeiro a fazer uso na escultura. Considera-se que tenha aprendido o ofício com o próprio pai e outros mestres, José Coelho Noronha e João Gomes Batista. Mas é provável que sua genialidade criativa tenha prevalecido sobre as lições aprendidas.

Quase tudo o que se sabe sobre a vida de Aleijadinho vem de uma memória escrita em 1790, pelo segundo vereador de Mariana, o capitão Joaquim José da Silva, e da biografia escrita por Rodrigo José Ferreira Bretãs, publicada em 1858. Ultimamente, sua vida e obra têm despertado o interesse de estudiosos dentro e fora do país, embora permaneçam ainda muitos pontos controvertidos.

Uma grave doença o acometeu aos 39 anos de idade. A enfermidade deformou seu rosto e atacou seus dedos dos pés e das mãos, donde lhe veio o apelido. Apesar da doença, continuou a trabalhar incansavelmente, sendo auxiliado por três escravos: Januário, Agostinho e Maurício. Era este último que amarrava as ferramentas nas mãos deformadas do mestre.

Igreja São Francisco de Assis / Ouro Preto

O primeiro trabalho artístico importante do Aleijadinho data de 1766, quando recebeu a incumbência de projetar a Igreja de São Francisco, de Ouro Preto, para a qual realizou, posteriormente várias outras obras. Quatro anos depois, desenvolveu trabalhos para a Igreja do Carmo, de Sabará. Em seguida trabalhou para a Igreja de São Francisco, de São João del Rei. Enfim, ele recebia muitas encomendas, e às vezes, prestava seus serviços em obras de duas ou mais cidades simultaneamente.  

No final do século XVIII, ele se encontra em Congonhas, onde permaneceu de 1795 a 1805, trabalhando para o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, para o qual esculpiu os Profetas em pedra-sabão e as estátuas em madeira dos Passos da Paixão. Seu último trabalho, de 1810, foi o novo risco da fachada da Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes.

Ficou cego pouco depois, e viveu os últimos anos sob os cuidados de Joana Lopes, sua nora. Faleceu em 1814, aos 76 anos de idade, tendo sido sepultado no interior da Matriz de Antônio Dias, em Ouro Preto.

por Aleijadinho
Mosteiro de São Bento / Rio de Janeiro - clique foto
Anjo da Paixão / Aleijadinho - Santuário de Matosinhos
Igreja de São Francisco / Bahia -  AMPLIAR CLIQUE FOTO

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ARTE GREGA ANTIGA

Partenon - na Acrópole grega, construído entre 447 e 438 a.C
          
        
         - Tais Luso de Carvalho
          
          DO POVO

A cultura Grega foi o ponto de partida para boa parte da cultura do mundo ocidental atual. As contribuições deixadas por eles estão presentes na arte, nas escolas de todos os níveis, e até mesmo nas palavras que usamos. 
Muitas são de origem grega. Foi uma civilização - especialmente em Atenas -, que procurou os ideais de liberdade, de otimismo, de secularismo, de racionalismo de glorificação tanto do corpo como do espírito e de grande respeito pela dignidade e mérito do indivíduo. 
O Ocidente tem suas raízes na Grécia. O grego era um povo alegre e idealista. Era voltado para a arte do pensar, a filosofia. Entre eles surgiram os filósofos Sócrates, Platão, Aristóteles entre outros. Platão apresentou uma teoria que dividiu o mundo em dois: o real e o ideal. O mundo real é nossa vida diária, o mundo ideal, é o mundo das ideias, o mundo perfeito, onde através do predomínio da inteligência, tudo representa perfeição, equilíbrio e ritmo.
Foi buscando alcançar esse mundo ideal que o povo grego criou uma civilização na qual predominou a perfeição.

Os historiadores costumam dividir a história grega em três períodos:
– O Arcaico (séc XII a VII a.C.)
– O Clássico ( séc VI, V e IV a.C.)
– O Helênico vai desde a morte de Alexandre (323 a.C.) até a Instituição do Império Romano (30 a.C.)

Todas as mudanças históricas desde o período helenístico, iniciada sob o poder de Alexandre até o domínio da Grécia pelos romanos, sofreram transformações, sobretudo o desaparecimento das cidades-estados, e isso interferiu imensamente na 'arte grega'.

A ARQUITETURA

A arquitetura da Grécia era grandiosa e caracterizava muito bem os períodos em que três povos distintos se destacaram: os dórios, os jônios e os coríntios. Em cada um desses ciclos de governo encontramos um estilo diferente.
O monumento típico da arquitetura clássica grega é o Pártenon, dedicado à deusa Atenéa Pártenos construindo durante o governo de Péricles, na Acrópole, colina rochosa situada no centro de Atenas. Esse Templo dórico, majestoso, foi levantado para se comemorar a vitória dos gregos sobre os persas.
Sua construção data da época de Sólon e seus arquitetos foram Ictíno e Calícrate, sob a direção de Fidias. O templo é uma obra-prima em arquitetura. Construído em estilo dórico, foi trabalhado em tal forma em suas colunas que a ilusão de ótica fica eliminada. Ela é perfeito visto de todos os ângulos..
Hoje o Partenon está em ruínas, pois feito em mármore, não aguentou a ação do tempo e das guerras.


Pórtico das Cariátides, lado sul do Erecteion


A ESCULTURA

A escultura grega foi muito trabalhada, tendo na estatuária seu ponto máximo. Suas características são:
-Expressão corporal
-Movimento
-Técnica ante frontal.
O estudo anatômico da estatuária grega é insuperável. A Grécia apresenta um número grande de escultores, entre eles Dédalo, Fídias, Policleto e Miron.
A escultura do séc IV a.C. apresentava traços bem característicos como a paz, o amor, a liberdade, a vitória, etc. Outro traço marcante foi o surgimento do nu feminino, pois nos períodos arcaicos e clássico, representava-se a figura feminina sempre vestida. Praxiteles esculpiu uma Afrodite nua que acabou sendo sua obra mais famosa.

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     Vênus de Milo - séc II a.C  /    Discobolo de Miron - 450 a.C / Afrodite de Praxiteles 370 a.C                                                                                                                                                                                                                                      

PINTURA

O período arcaico deu origem à plástica grega, tanto à escultura quanto à pintura. Também aos pequenos bronzes geométricos e as primeiras estatuetas de marfim e as terracotas denominadas dedálicas – séc VIII a.C.

Os retratos pouco foram trabalhados pelos gregos, pois suas obras procuravam a perfeição e o retrato exigiria a fidelidade ao modelo, inclusive dos defeitos.

O tempo e as guerras se encarregaram de destruir quase toda a pintura grega e muito pouco chegou até nós. Os gregos trabalharam muito os afrescos, e em muitos casos utilizaram o mosaico para substituir a pintura.

Historiadores encontraram relatos de pinturas lindíssimas por toda a Grécia e salientam, como mestres da pintura grega os nomes de Parrásio, Apeles, Timantes de Citnos, Colotes de Teos, entre outros.

As primeiras manifestações da pintura grega estão contidas nos vasos de cerâmica, com uma forte decoração linear ou de figuras geometrizadas. Não restaram obras originais da pintura grega nos períodos arcaico e clássico. Desse modo para estudá-la, temos de nos valer de fontes indiretas, entre as quais estão, em primeiro lugar, as decorações dos vasos.

A segunda fonte de informações indiretas está nos afrescos e mosaicos romanos. Os pintores romanos inspiravam-se nos gregos e mesmo os copiavam. Numerosos artistas gregos trabalhavam em Roma e noutras cidades da Itália. Os mosaicos e afrescos de Pompeia , serviram para o melhor conhecimento da pintura grega arcaica e clássica.

Aos poucos foram surgindo as pinturas de cavaletes que começa a ser gradativamente comercializada. Por outro lado os pintores passam a se preocupar com as alegorias literárias e de sentimento mais aristocrático. Também realizam certas conquistas na imitação da realidade, a ilusão do espaço com a aplicação de regras da perspectiva e de volume, através do claro e escuro.

Os maiores pintores do classicismo grego foram Zêuxis, cuja habilidade nas sombras do colorido fizeram dele o mais famoso dos atenienses. Apeles destacou-se pela liberdade de inspiração, pelas inspirações anatômicas, interpretação da realidade e originalidade do colorido. Sua obra foi muito apreciada pelos romanos, sendo que existem cópias em pompeia e herculano. Entre suas obras mais famosas se destacam Afrodite e Calúnia.

A pintura helenística é voltada para a natureza e a realidade ambiental. Nos fins do século I a.C.ela adquire elegância de desenho e sentimento aristocrático. Dentre os pintores destaca-se Timônacos de Bizâncio.


                                                                                            
                                                                                        Fayun - séc II                                                                                              


Afresco Ifigênia levada para o sacrifício 
- Museu arqueológico de Nápolis - séc I


      A CERÂMICA

É na cerâmica que vamos encontrar vários exemplos da pintura, vascular, com motivos de guerra, cenas da vida cotidiana, o mar e seus animais marinhos. No início os gregos apresentavam uma pintura vascular simples, com esmaltes desmaiados e sem brilho. Os vasos eram quase sempre vermelhos, com as figuras em preto.
Evoluindo, a cerâmica passa por grandes transformações, seja quanto á forma, seja quanto à pintura.. Aos poucos os vasos começam a apresentar o fundo em preto e as figuras em vermelho, numa tentativa de conseguir o volume, a terceira dimensão na pintura. Os esmaltes são aprimorados e, no final da história da Grécia antiga, a cerâmica é belíssima, com fino acabamento e uma técnica perfeita.


  

             Museu Louvre  360 - 35- a.C       Museu Gregoriani, Roma 540 a.C.




O MOSAICO

O mosaico grego fez imenso progresso na expressividade, mediante o uso de pedras coloridas, especialmente talhadas, usadas em ricas residências que, conforme as divisões e seu uso, ofereciam ornamentos geométricos, naturezas-mortas, animais ou cenas mitológicas.


Mosaico de Alexandre magno encontrado em Pompéia


período helênico

                                      fim do séc VI                                                    


Encerrando, deixo as palavras do filósofo grego Sócrates:
'O mal é provocado pela ignorância e à medida que o homem tem conhecimento, procura sempre fazer o bem'.


Referências:
Historia da Arte / Graça Proença
O melhor da Arte Grega G e Z Edições - Lisboa
História da Civilização Ocidental - Mac Nall Burns)



21/05/2021

PIET MONDRIAN 1872 / 1944



   Se houve alguém que influenciou a moda, através de seus traços, de suas cores, foi Pieter Cornelis Mondrian, pintor holandês modernista, nascido em Amersfoort / Holanda. Concebeu a maior parte de sua obra sobre o básico da formação da imagem: linha, plano e cores primárias; linhas verticais e horizontais. Foi desta maneira que o pintor holandês tornou-se uma das figuras mais importantes no desenvolvimento da arte abstrata, com suas pinturas quadriculadas.
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Suas primeiras pinturas eram naturalistas, delicadas e coloridas, embora predominassem os cinzas e verdes-escuros - Paisagem com Moinho. Entre 1907 e 1910 sofrendo a influência de Toorop, sua obra adquiriu um caráter simbolista e Mondrian deu início ao seu trabalho usando cores primárias.
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Em 1911, estando em Paris, entrou em contato com o cubismo onde realizou uma série de pinturas, também muito conhecidas, tendo como tema uma árvore em que a imagem ia se tornando progressivamente mais abstrata, ‘Macieira em flor’.

Em 1914, já de volta à Holanda, e onde permaneceu durante a guerra, continuou seu estudos sob a abstração, desenvolvendo teorias acerca dos eixos horizontal e vertical. Junto com Theo van Doesburg, fundou em 1917 o periódico De Stijl ( O Estilo), e tornou-se o principal expoente deste novo tipo de pintura, rigorosamente geométrica, que chamou de neoplasticismo – em que figuravam formas retangulares, empregando as três cores primárias mais o preto, o branco e o cinza.

Mondrian teve larga influência não só no meio artístico com o qual tinha afinidade mas também influenciou a arte industrial, decorativa e de propaganda da década de 30 em diante. Além de importantes artigos para a revista De Stijl, escreveu, também Neo-Plasticisme – Paris 1920, entre outros. Sua coleção de ensaios foi publicada em Nova York sob o título Piet Mondrian: Plastic Art and Purê Plastic Art – 1917.

Yves Saint Laurent lançou, em 1965, um vestido inspirado nas mesmas composições de sua obra; a Nike lançou seu tênis Dunk Mondrian, artefatos de decoração e até residências foram pintadas inspiradas em obras de Mondrian. A moda trazendo a arte para as ruas. Ou a arte influenciando a moda.



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Viveu em Paris de 1919 a 1938, unindo-se ao grupo Abstraction-Création. Entre 1938 e 1940 morou em Londres e em 1940 fixou-se em Nova York até seu falecimento.

Obras primas: Moinho perto da água / Moinho de vento sob a luz do sol / A árvore vermelha / Composição 10 em preto e branco / Composição C / Composição em vermelho, amarelo e azul / Composição em amarelo, azul e vermelho / Broadway Boogie Woogie.




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20/05/2021

ARTE: PEQUENAS E RÁPIDAS NOÇÕES



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Pintura Paleolítica



Os pintores paleolíticos são figurativos realistas, sintéticos no desenho e na cor. A pata dianteira direita da figura do boi - na caverna de Montinac Lascaux, França - está representada de frente e nunca se insinua a aplicação de perspectiva. A pintura pré-histórica perde esse realismo visual na idade neolítica.
Um exemplo: Boi selvagem / caverna de Montinac Lascaux, França.



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Pintura Neolítica


É a primeira mudança de estilo ou de escola observada na história da pintura. Esquematizadores e geometrizadores das imagens, os neolíticos chegam a verdadeiras abstrações.
Um exemplo: Vaso mesopotâmico.



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                         Pintura Egípcia


Os egípcios distinguem-se pela elegância decorativa, predominância do desenho, desconhecimento da perspectiva científica e simplificação da forma. Usam, sistematicamente, a lei de frontalidade, como vemos no rosto, no olho e no tronco de frente.
Um exemplo: Um casal oferece sacrifícios à Ísis – painel.



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Pintura Grega

Não restaram obras originais da pintura grega antiga. Conhecemos indiretamente – decorações dos vasos de cerâmica, esculturas, referências críticas. No período clássico (serena na expressão e equilibrada na composição), é idealizada a realidade. No período helenístico, ela torna-se realista, dramática, movimentada na composição.


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                  Pintura Cristã Primitiva
  
O primitivo pintor cristão usava símbolos figurativos – peixes e âncoras - e símbolos abstratos – círculos. Por associação com o disco solar, o círculo talvez fosse Cristo. Mais tarde, atenuadas as prevenções com a estatuária pagã, tornaram-se exclusivamente realistas figurativos.
Um exemplo: Desenho numa catacumba   
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Pintura Bizantina

O mosaico foi, por excelência, a técnica de decoração mural bizantina. Difundiu-se pela Europa. A pintura, propriamente dita, exerceu-se sobretudo nos ‘íconos’, quadros religiosos pintados a encáustica.
Um exemplo: O Imperador Justiniano e sua corte / Igreja San Vitale, Ravena.

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Pintura Românica

Dominados por fortes sentimentos religiosos, os românicos eram deformadores e coloristas intensos. Eram parecidos com os expressionistas e fovistas modernos.
Um exemplo: Anjos musicistas, afresco espanhol, séc XIII.





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                          Pintura Gótica

Sob a influência das miniaturas, isto é, as ilustrações feitas à mão nos livros medievais, a pintura gótica é minuciosa e adquiria acentuado realismo. Originou-se na França. No seu realismo, está anunciando o espírito racionalista da Renascença. Estilo que se disseminou por toda a Europa Ocidental entre 1375 e 1425. Características: elegância palaciana, e o detalhamento naturalista, ligados à vida aristocrática.




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                     Pintura Renascentista Alemã

Os artistas nórdicos europeus, alemães, escandinavos, holandeses e flamengos, expressam mais a beleza visual das formas, mais adequada ao temperamento latino. Dürer é o mais típico representante da pintura renascentista no norte da Europa, onde foram atenuadas as influências dos modelos do classicismo grego.

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                              Prenúncios do Barroco

Miguel Ângelo contrariou os princípios de equilíbrio da composição, harmonia das formas e serenidade de expressão do renascimento clássico. Pela vigorosa dramaticidade do sentimento, prenuncia o Barroco, que se definirá no século XVII.



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Renascimento Italiano



O Renascimento foi um movimento importante, de renovação cultural e artística que
se originou na Itália no séc. XIV e marcou a mudança da Idade Média para a Idade Moderna. Do teocentrismo Medieval - que via em Deus todas as coisas -, o homem avançou para o Humanismo, uma filosofia surgida no Renascimento e que predominou mais na Idade Moderna. Foi neste período que o homem passou a ser o centro do mundo. Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Donatello, Brunelleschi e Botticelli...


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                   Pintura Rococó

Os pintores rococós refletem, nos temas e na técnica, inclusive na própria delicadeza da pincelada e na luminosidade das cores, as idéias, os sentimentos, e os hábitos da aristocracia européia do século XVIII.





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Pintura Neo-Clássica

Os neoclássicos ou acadêmicos, inspiraram-se diretamente nos modelos da antiguidade clássica greco-romana. Revivem as formas de beleza ideal da estatuária grega. São convencionais e pouco imaginativos.
David – pintor oficial de Napoleão – foi o chefe desta escola.
A Morte de Marat / 1793 – Museu Royal de Belas Artes, Bélgica.




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                              Pintura Romântica

Os românticos, chefiados por Delacroix, reagem ao convencionalismo dos acadêmicos. São imaginativos, dramáticos, movimentados e coloristas veementes. Possuíam muitos pontos de afinidades com o barroco, pelo predomínio das faculdades emocionais sobre as intelectuais, na criação artística.


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                      Pintura Realista

Os realistas, sob o comando de Gustave Courbet - 1810 / 1867 , reagem ao convencionalismo neoclássico e à emoção dos românticos. Negam a imaginação. A pintura é uma arte objetiva, destinada a fixar as coisas existentes, não as imaginadas. O pintor representa somente aquilo que vê.
Um exemplo: Peneiradoras de trigo.


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                  Pintura Cubista Analítica

Decompondo as formas num processo intelectual arbitrário, em sucessivos planos e ângulos, os cubistas pretendiam obter a representação total da estrutura dos objetos, como se os contemplássemos simultaneamente por todos os lados. Quando a decomposição se faz minuciosamente
Um exemplo: Picasso Ambroise Vollard (1867-1939) e Georges Braque 1882 / 1958, Jarra e violoncelo.




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                       Pintura Futurista

Os futuristas pretendiam expressar e não representar a velocidade, nova beleza do mundo, criada pela técnica moderna. Para evitar a impressão de imobilidade, substituíam as imagens figurativas por planos, retas e linhas, impregnadas de dinamismo e movimento.
Um exemplo: Umberto Boccioni 1882 / 1916 , Estudo para o estado d’alma.


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                                    Pintura Abstracionista Informal

No abstracionismo informal as formas e cores são espontâneas e livres, criadas muitas vezes num estado de verdadeiro automatismo psíquico. Não representam as aparências da realidade, mas expressam tensões, conflitos, ritmos impregnados da vitalidade da natureza.
Um exemplo: Vassily Kandinsky 1866 / 1944 – Estudo.


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                  Pintura Cubista Sintético

No segundo período do Cubismo, a decomposição da forma se faz de maneira sumária. Esse período denomina-se Cubismo Sintético. Reaparecem as imagens visuais, as cores são mais vivas e decorativas. São predominantes as preocupações de composição, dentro porém da geometrização das formas e obedecendo a princípios renascentistas denominados ‘Número de Ouro’.
Um exemplo: Pablo Picasso – 1881

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                    Modernismo Brasileiro

Cândido Portinari / 1903-1962, embora formado sobre princípios acadêmicos na Escola Nacional de Belas Artes, libertou-se do academismo, para marcar de versatilidade, ecletismo e inspiração popular sua extrema obra. A fase expressionista, quando fixou tipos e cenas populares, é uma das mais vigorosas, inclusive pelas intenções políticas e sociais. Figuram muitos, entre eles Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Mafalti...

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                        Pintura Impressionista


Para demonstrar as constantes e sutis alterações que a luz do sol produzia nas cores da natureza, modificando-as incessantemente, Claude Monet pintou a fachada da catedral de Rouen, em diferentes horas do dia. Os impressionistas afirmavam não ser a cor uma qualidade permanente dos objetos. Altera-se conforme o ângulo de incidência dos raios solares.
Um exemplo: Monet / 1840 – 1920, Catedral de Rouen.


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                            Pintura Neo-Impressionista



Pintura pós-impressionista, em voga em França entre 1886 e 1906, e cujo pioneiro foi Georges Seurat.
Neo-Impressionismo culmina o processo de diluição das formas, que se tornam simples e irisadas vibrações luminosas e coloridas.



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                             Pintura  Expressionista

Pelos paroxismos líricos e exasperação patética do desenho e da cor, que traduzem sentimentos e não sensações, Van Gogh influenciou diretamente no aparecimento do Expressionismo, a primeira grande tendência da pintura moderna, surgida entre os alemães e outros povos nórdicos europeus.
Um exemplo: Noite estrelada.



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                      Pintura Surrealista Figurativa

Na mesma linha de Salvador Dali, fusão do real com o fantástico Magritte notabiliza-se pelas qualidades técnicas do colorido expressivo e seguro desenhista. Explora o modo especial os elementos de surpresa para criar sugestões misteriosas.
Um exemplo: O Curandeiro, de René Magritte / 1898, Ismael Nery...Figuras /1926.
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                   Pintura Surrealista Abstrata

As manifestações do subconsciente podem ser expressadas por meio de formas abstratas, símbolos e signos, como na pintura de Miro, o mais típico surrealista abstrato. Sob muitos aspectos, o Surrealismo Abstrato confunde-se com o abstracionismo Informal, sobretudo nas formas do Tachismo e do Grafismo.
Um exemplo: Joan Miro / Travessia Poética.




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                       Composições Gráficas

Ao contrário dos Tachistas – que o fazem por meio de manchas - os grafistas expressam-se impulsivamente por meio de traços, linhas ou graficamente. Inspiram-se na caligrafia abstrata oriental, particularmente na chinesa. Exprimem tensões e ritmos vertiginosos.
Um exemplo: Jackson Pollock / 1912 – 1956, com Composição.


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