12 de julho de 2018

VICTOR BRECHERET



            
             - por Tais Luso de Carvalho 

- Monumento às Bandeiras -
Uma das maiores esculturas do mundo - em bloco de granito de 50 metros de comprimento, por 16 metros de largura e 10 de altura. São 37 figuras, ao todo. Considerada um marco da cidade, é uma homenagem aos bandeirantes paulistas que estenderam as fronteiras brasileiras e desbravaram os sertões nos séculos 17 e 18. Esta obra foi inaugurada no dia 25 de janeiro de 1953 como parte das comemorações do 399º aniversário de São Paulo.

Seu nome de origem era Vittorio Brecheret, nasceu em Farnese – Província de Viterbo / Itália, em 1894. Filho de Augusto Brecheret e Paolina Nanni - que faleceu quando o pequeno Vittorio tinha apenas 6 anos de idade. Foi acolhido pela família do tio materno, Enrico Nanni, e com sua família emigrou para São Paulo, ainda na infância. Trabalhava com o tio numa fábrica de sapatos durante o dia, e à noite fazia cursos no Liceu de Artes e Ofícios.

Mudou o nome para Victor Brecheret, recorrendo à justiça,  já com mais de trinta anos, para registrar-se no Registro Civil do jardim América – em São Paulo. Desta maneira obteve a nacionalidade, também brasileira.

O neoclassicismo dominava os círculos culturais que estimulavam as viagens de escultores à Europa à procura de vestígios, indiferentes à tensão renovadora que sacudia o velho continente.
Em 1913, já com 19 anos, seus tios o enviaram para Roma, para aprender a arte da escultura, mas dada a sua falta de formação, não foi aceito na Academia de Belas Artes. Porém, foi recebido como aluno de Arturo Dazzi, o mais famoso escultor italiano na época. Permaneceu em Roma 6 anos, voltando ao Brasil em 1919.

Frequentou vários estúdios de escultores, aprendendo a difícil arte de esculpir, como amassando o barro, aprendendo as formas e leitura do gesso, o estado da pedra e do mármore, aprendendo, também, a anatomia humana e animal, no período em que trabalhou como aluno de Dazzi.

Após estudar no Liceu de artes e Ofícios de São Paulo e em Roma, Brecheret teve seus trabalhos divulgados pelos modernistas como Di Cavalcanti, Menotti del Picchia e Mario de Andrade.
Brecheret distinguiu-se de outros escultores que transmitiam conceitos mais tradicionais. Até Monteiro Lobato, que hostilizava Anita Malfati, disse que Brecheret se apresentava como a mais séria manifestação do gênio cultural surgido naquela época.

Em Roma ganhou o primeiro prêmio na Exposição Internacional de Belas Artes. Em 1917, fixou-se em Paris, onde frequentou os grandes nomes do cubismo. De volta ao Brasil, participou da 'Semana de 22' – um dos acontecimentos mais importantes na formação do grupo modernista -, expondo suas obras no saguão do Teatro Municipal de São Paulo, juntamente com Vicente do Rego Monteiro, Di Cavalcanto e Anita Malfatti.

Em 1934 o governo francês adquiriu a sua obra Grupo para o Museu Du Jeu de Paume e o condecorou com a Cruz da Legião de Honra.

A construção do Monumento às Bandeiras, iniciada em 1933, por vários empecilhos só foi completada quase 20 anos depois. Era um artista que falava pouco de si e de sua formação.

Brecheret foi premiado como melhor escultor nacional na I Bienal de São Paulo, em 1951, morreu em São Paulo em 18 de dezembro de 1955.




A obra Fauno - entidade campestre em 1942. Metade homem, metade cabra sobre uma pedra com um cacho de uvas e uma flauta nas mãos.




A obra Depois do Banho pode ser visto nos jardins do Largo do Arouche, na região central, inaugurada em 1932. Não há registros de que na época a nudez da obra tenha chocado os paulistanos. 








Algumas obras:

Monumento às Bandeiras / está no Ibirapuera – São Paulo
Duque de Caxias / está na Praça Princesa Isabel – São Paulo
Depois do Banho / Largo do Arouche
Fauno / está no parque Tenente Siqueira Campos – São Paulo
Eva / está na Prefeitura de São Paulo
Busto de Santos Dumont / Aeroporto de Congonhas – São Paulo
Diana Caçadora – Teatro Municipal de São Paulo
Morena – Palácio do Planalto – em Brasília
Busto do General Sampaio – Blumenau / SC
Anjo – Cemitério da Consolação – São Paulo
Anjos – Cemitério de São Paulo
Cruz – Cemitério da Consolação
Portadora de perfume / Pinacoteca de São Paulo.



Fontes:
Artistas Italianos nas Praças de São Paulo / Bruno Pedro Giovannetti Neto – São Paulo Empresa das Artes, 1992
Grandes Artistas / Sextante



14 de maio de 2018

IBERÊ CAMARGO 1914 / 1994

No Vento e na Terra - 1991


'O drama, trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais profunda que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo. Não faço mortalha colorida.'

Eu com Fantasmagoria - na Fundação Iberê Camargo

Fantasmagoria / 1987

Um dos grandes artistas do séc. XX, com uma obra extensa, gravuras, desenho, guaches e pintura a óleo, sua obra 'Carretéis', 'Ciclistas' e 'Idiotas' são de suas fazes mais conhecidas e comentadas. Iberê sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Suas obras foram reverenciadas nas Bienais de Tóquio, Madri, São Paulo, Veneza assim como participou, também, de inúmeras exposições no Brasil, França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália. Seu acervo é composto por mais de 7000 obras - grande parte na Fundação Iberê Camargo.

O artista nasceu no ano de 1914, em Restinga Seca /RS.
Em 1942 recebeu do Governo do Estado uma bolsa para estudar no Rio de Janeiro, e partiu com Maria, sua esposa. Não cursou todo o Belas Artes por discordar de sua orientação acadêmica.
Integra-se, na época, ao Grupo Guignard onde expõe pela primeira vez sua 'individual' em Porto Alegre. Após ter conquistado um prêmio resolveu ir para Europa estudar com André Lothe e De Chirico. Voltou ao Brasil, e não se filiou a nenhuma escola, mantendo-se independente.

Isolado, num ateliê no Edifício Róseo, e depois na Lapa, Iberê dilacerou-se para escapar das influências poderosas de Portinari, Segall e Utrillo, esta a mais marcante e duradoura.

Aproximadamente em 1958, uma hérnia de disco provocada pela suspensão de um quadro no cavalete, obrigou-o a trabalhar quase que exclusivamente no ateliê. Seja por esta razão ou por motivos inconscientes, seus quadros começaram pouco a pouco a mergulhar na sombra. O céu das paisagens tornou-se azul-escuro, negro, dando ao quadro um conteúdo de drama. Surgem, então, os carretéis sobre a mesa, depois no espaço. Os carretéis são reminiscências da infância.

O Grito - 1984


O Ciclista - 1990

Retratos, paisagens, naturezas-mortas, carretéis, explosões abstratas, tudo feito com paixão emergindo de uma força estranha. Tudo expressava um momento, muito longe da inércia.

Em 1980, num incidente em uma das ruas do Rio de Janeiro, o artista matou um homem. O caso teve enorme repercussão. Esse episódio deixou Iberê extremamente abalado fazendo com que o artista retornasse ao figurativismo. Iberê volta para Porto Alegre em 1982, abrindo seu atelier na rua Lopo Gonçalves. Continua a produzir muito, em 1986 abre seu atelier no bairro Nonoai, e lança o livro 'No andar do tempo' – 9 contos e um esboço autobiográfico.

Sua obra torna-se trágica, com figuras esquálidas, onde pode-se ver incutido no artista, a tragédia: mais solidão e sofrimento. Sua vida foi, praticamente, transportada para as telas, tanto em suas fases tumultuadas como nas mais calmas. Suas pinceladas deixaram uma história rica na trajetória das artes.
Todo o artista deixa sua vida nas telas brancas e frias; acabada a obra, tudo vira história, emoção, beleza e riqueza de detalhes. Mas, marcado por tragédias pessoais, a obra de Iberê mostra pinceladas dramáticas e amargas nos últimos anos de sua vida.

A série dos Carretéis surge por volta de 1959. Produz apenas no seu ateliê e passa a retomar temas ligados à sua infância. Ciclistas – 1984 - trazem um jogo entre o passado e o presente, usando a bicicleta como analogia do tempo. E Idiotas vem no início dos anos de 1990, quando a política do Brasil estava aos frangalhos.

Carretéis / 1958

Anos depois, bem mais adiante, veio a contrair um câncer de pulmão, levando-o a inúmeras sessões de radioterapia. E essa dramaticidade, de sua luta contra a doença ficou registrada em seus últimos trabalhos. Morre em 1994

A Idiota / 1991

De Iberê...

- As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza dos crepúsculos dos   dias de minha infância, guri criado na solidão da campanha do Rio Grande do Sul.


- Não há um ideal de beleza, mas o ideal de uma verdade pungente e sofrida que é a minha vida, é tua vida, é nossa vida, nesse caminhar no mundo.

- Sou impiedoso e crítico com minha obra. Não há espaço para alegria.'

- Acho que toda grande obra tem raízes no sofrimento. A minha nasce da dor.


- A vida dói... Para mim, o tempo de fazer perguntas passou.

- O auto-retrato do pintor é pergunta que ele se faz a si mesmo, e a resposta também é interrogação.

- A verdade da obra de arte é a expressão que ela nos transmite. Nada mais do que isso!


Solidão / 1994

Minha contestação é feita de renúncia, de não-participação, de não-conivência, de não-alinhamento com o que não considero ético e justo. Sou como aqueles que, desarmados, deitam-se no meio da rua para impedir a passagem dos carros da morte. Esta forma de resistência, se praticada por todos, se constituiria em uma força irresistível. O drama trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais íntima que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo. 
Não faço mortalha colorida. Por que sou assim?

Porque todo homem tem um dever social, um compromisso com o próximo. 





Crepúsculo da Boca do Monte - 1991

Desdobramento II - 1972


Sobre a Fundação Iberê Camargo:
Fundação Iberê Camargo / Porto Alegre, Brasil




(Homenagem) Os Carretéis - defronte à Fundação

Iberê e Maria / 54 anos casados. 
Após o falecimento do artista, Maria ficou à frente da Fundação. 
Veio a falecer aos 96 anos.


Alvaro Siza, projetou a Fundação com a obsessão ‘siziana’: desde os parafusos sextavados em aço inoxidável, figuras de sinalização das portas dos banheiros e saídas de emergência, porta-lápis, cabideiros e lixeiras do setor administrativo como, também, de todo o mobiliário. Como se vê, tudo nos mínimos detalhes.


O arquiteto português é um dos cinco arquitetos contemporâneos mais importantes do mundo. O prédio tem salas expositivas, átrio, reserva técnica, centro de documentação e pesquisa, Ateliê de Gravura, Ateliê do Programa Educativo, auditório, loja, cafeteria, estacionamento e parque ambiental projetado pela Fundação Gaia.

Com 9,5 mil metros de área construída, prédio de curvas suaves, mas impactantes, construído num terreno doado pelo Estado, parceria público-privado. 

No fundo do terreno foi preservado o paredão de rocha coberto por uma vegetação nativa. O aparelho de ar-condicionado funciona reciclando a própria energia que produz; a água que abastece os vasos sanitários vem da chuva, e sai já tratada. 


A iluminação artificial reproduz o mesmo tom da clarabóia; camadas de lã de rocha isolam os ruídos externos e o mormaço do verão de Porto Alegre; um fosso, inacessível ao olhar dos visitantes, contorna todo o prédio de maneira que, se o Guaíba transbordasse, haveria enorme espaço a preencher até chegar ao estacionamento. Tudo perfeito para acolher parte das 7 mil obras produzidas pelo artista, as quais estão protegidas por um sofisticado sistema de segurança.


13 de abril de 2018

IGREJAS: LUXO E BELEZA!



A arte no interior das igrejas foi usada como uma maneira de conquistar mais fiéis. A arte teria de contribuir para despertar uma religiosidade de cunho mais profundo. Pois foi no Renascimento que o barroco, considerado como a arte da contra-reforma, com muito luxo e formas arredondadas e rebuscadas, que a igreja católica partiu para a conquista e reconquista de seus fiéis.


Os santos, através de expressões de agonia, ternura e compaixão passaram a emocionar uma época. A arte foi utilizada para propagandear, através de suas imagens, as idéias religiosas revitalizadas e concebidas segundo o novo espírito: o de transmitir sentimentos e estados de ânimo à gente devota.


Em geral o interior das igrejas era o preferido - não o exterior. O estilo barroco na construção de igrejas surgiu como um desenvolvimento do estilo renascentista que alcançou seu apogeu na metade do século XVIII.


Deixo aqui alguns barrocos belíssimos, altar-mor, pinturas e afrescos do interior de algumas igrejas - uma arte tida como equivocada e exagerada. Pode ter sido um exagero da igreja, mas sem dúvida de uma beleza indiscutível. Como arte, sendo exagerada ou não, agradou a todos; sem dúvida foi o período de maior riqueza.


Fascinante porque emociona em ver e sentir o que a mão humana é capaz. Construiu em nome de Deus e da fé. E não em nome das guerras.

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Catedral da Transfiguração / Moscou
São Nicolau / Praga



13 de fevereiro de 2018

AMEDEO MODIGLIANI


Germaine survage

   - Tais Luso de Carvalho

Enquanto Van Gogh, Monet, Degas e tantos outros artistas pintaram verdejantes paisagens, Amedeo foi o mais urbano dos artistas.

Vários filmes foram feitos, outros tantos livros escritos mostrando um artista romântico, conturbado e boêmio que freqüentava as boates e cafés do bairro artístico. O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Amedeo, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Suas esculturas mostravam forte influência da arte africana e cambojana que provavelmente conhecera no Musée de l'Homme. Nota-se seu grande interesse pelas máscaras, evidenciando os olhos.


Impressionado pelo cubismo, foi muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso e visto, em particular, como herdeiro espiritual de Botticelli, devido à graça linear de sua obra. De 1909 a 1914 dedicou-se principalmente à escultura, quando a guerra, então, dificultou a obtenção da matéria prima.


Alcoólatra e viciado em haxixe, pintava suas telas em estúdios imundos de Monparnasse. Para sobreviver vendia caricaturas nos bares e até pedia esmolas.


Contudo, foi o maior retratista de uma época. E foi aos 22 anos, quando chegou à Paris que desenvolveu seu estilo, muito particular, e pelo qual ficaria conhecido. Sua obra tem como característica o contorno das figuras, sempre demarcado.


Seus nus femininos - sensuais – são vistos como os melhores já produzidos. A plasticidade é forte, numa síntese estrutural perfeita. Todos seus nus são retratos incendiados pela paixão carnal. Vê-se, isso, nas obras de suas inúmeras amantes, nas porteiras dos prédios, nas aristocráticas que o protegiam. Durante algum tempo o poeta polonês Leopold Zborowsky foi quem financiou suas obras.


No final de sua curta vida, estava melancólico e indiferente. Os quadros foram ficando suaves e acinzentados, quebrados apenas pelo vermelho dos lábios das mulheres.


Teve uma filha com Jeanne Hébuterne, 14 anos mais jovem. Tentou preservá-la de seus ataques conturbados e imprevisíveis, porém não conseguiu poupá-la da miséria e de uma perspectiva de vida financeira melhor. Grávida do segundo filho, ao saber da morte de Amedeo, atirou-se do 5º andar de um prédio.


Modigiani nasceu na Itália / Região de Toscana em 1884 e morreu em Paris aos 35 anos, tuberculoso e numa completa miséria. Foi sepultado no célebre cemitério do Père-Lachaise.

The Amazon
Lalotte / 1916
Jeanne Hébuterne, com quem teve um filho


Amedeo Modigliani


referências: Dicionário Oxford de Arte
Grandes pintores / Paulo R. Derengosky

2 de janeiro de 2018

ALDO LOCATELLI



- por Tais Luso de Carvalho

Aldo Locatelli nasceu em Bérgamo, no norte da Itália no ano de 1915. Como tirou o 1º lugar num curso de Decoração da Escola Aplicada de Bérgamo, foi-lhe dado uma bolsa de estudos, em 1932, para a Escola de Belas Artes de Roma, onde se dedicou a estudar os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina, assim como as obras de Rafael, Botticelli entre outros grandes pintores.

Entre 1943 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou em sua primeira obra na Catedral de Gênova. Suas obras religiosas estão no Santuário de Mulatiera, Paróquia de Santa Croce, Convento das Irmãs S.S.Consolatrice, em Milão, Catedral de Gênova, cúpula da igreja Nossa Senhora dos Remédios, Santuário Nossa Senhora da Pompéia, Colégio da Consolata, em Milão entre outros.

Viajou para o Brasil em 1948 a convite do bispo de Pelotas / RS, Dom Antônio Záttera para pintar os afrescos da Catedral de São Francisco de Paula.

Daí em diante permaneceu no Brasil, com sua esposa Mercedes Bianchieri, acompanhando-o desde seus trabalhos na Itália, e com ela teve dois filhos.

Em Porto Alegre, Locatelli foi solicitado a pintar o grande mural do Aeroporto Salgado Filho, o painel central da Catedral Metropolitana, o mural da UFGRS, o mural da sala dos músicos no Instituto de Belas Artes do Estado do Rio Grande do Sul onde foi convidado a lecionar. Em 1954 naturaliza-se brasileiro.

Sua obra-prima é a Igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul, que levou 10 anos até seu término. Sua obra não se restringe apenas em representações de cunho religioso: retratou o povo gaúcho, e a história com um enfoque no futuro.

Além de suas obras na Europa e no Brasil – especialmente no Rio Grande do Sul -, deixou sua marca e reconhecimento como um dos grandes artistas.

'A Catedral de Nossa Senhora da Conceição - Diocese de Santa Maria é um prédio com predomínio do barroco e neo-clássico cuja construção iniciou em 1922. Seu interior com belos altares em talha, vitrais e uma importante série de pinturas de Aldo Locatelli sobre a vida da Virgem Maria'. (Jacqueline M Fabrin)

Faleceu em 1962 em Porto Alegre, aos 47 anos, de câncer - vitimado pela inalação continuada dos produtos químicos provenientes das tintas.

Vídeo da série Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini.

Algumas de suas obras no Brasil:

1949 – Catedral de São Francisco de Paula
1950 - Mural ‘A Conquista do Espaço’ Aeroporto POA
1951 – Igreja de São Pelegrino, Caxias do Sul
1952 – Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus
1954 – ‘Do Itálico Berço à Nova Pátria Brasileira’ / Caxias do Sul
1957 - Painel Central da Catedral Metropolitana
1958 - ‘As Profissões’ / UFRGS
1960 – Painel para Federação das Indústrias do RGS
Série de pinturas sobre a Virgem Maria / Catedral de Santa Maria-RS

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Catedral de Santa Maria - clique para aumentar fotos


Coroação da Virgem Maria / 
Altar -mor - Santa Maria / RS 

Igreja São Pelegrino / Caxias do Sul


As Profissões - 1958 - Mural na Reitoria da UFRGS

Formação histórica-etnográfica do povo Rio-grandense 
3,95 x 6,20 - Porto Alegre

Negrinho do Pastoreio rezando à Nossa Senhora /
 Palácio Piratini


Negrinho do Pastoreio / Cancha reta / Palácio Piratini

Negrinho do Pastoreio  
O Revolteio do Cavalo Baio  / Palácio Piratini

Negrinho do Pastoreio 
 Gineteando o baio nos céus / Palácio Piratini

Do Itálico Berço à Nova Pátria Brasileira



Outras obras...
Aparição de Nossa Senhora
Estância
Morte do Negrinho
Primeiro Castigo
Segundo Castigo
Amarrado na Soga
Parada Morta
Aposta
Três Viventes 
Estancieiro Solitário
A Guerra
Auto Retrato Pecuária e Indústria
O Gaúcho
Índio Missioneiro
A família Sulina
A Fundação de Rio Grande - entres outras...




'A Arte não é para agradar, mas sim para emocionar. 
É uma janela que um pintor abre para outros homens, para mostrar um mundo que eles não vêem, mas que precisam e devem sentir'.
(AL)

Livro sobre obra e vida de Aldo Locatelli: 
'Locatelli no Brasil' - Luiz Ernesto Brambatti
(598 fotos de suas obras)


Foto de abertura: clique em Capa de livro
http://vbaco05.ucs.br/arte+aldo+locatelli