
- Tais Luso de Carvalho
O termo ‘Art Nouveau’ designa um estilo na arquitetura e artes aplicadas que floresceu na Europa entre a última década do século XIX e os primeiros anos do século XX. O movimento recebeu diferentes denominações em diversos países:
Arte Nova, PortugalO termo ‘Art Nouveau’ designa um estilo na arquitetura e artes aplicadas que floresceu na Europa entre a última década do século XIX e os primeiros anos do século XX. O movimento recebeu diferentes denominações em diversos países:
Art Nouveau, na França;
Modern Style, na Inglaterra;
Jungendstil, na Alemanha;
Sezession, na Áustria;
Stilo Floreale, Inglese ou Liberty, na Itália;
Modernismo, na Espanha, além de outras denominações curiosas.
Art Nouveau originou-se do nome adotado pelo decorador e colecionador Samuel Bing para sua loja em Paris, inaugurada em 1898. Lá havia trabalhos dos artistas Tiffany, Henry van de Velde difundindo as novas idéias entre decoradores.
A repetição acadêmica de modelos desgastados levou os artistas a buscarem o novo, a romperem com os chamados estilos históricos como o neo-renascentismo, neogrego, neocelta, neobarroco, nei-rococó, hindu, etc., proclamando sua intenção de ser a arte do presente, a arte moderna.
Essa arte representou uma ruptura com as tradições naturalistas do século XIX; procurou unir a arte à técnica moderna e à produção industrial; e na arquitetura adotou novos materiais de construção visando unir a beleza e a funcionalidade.
Suas primeiras manifestações datam de 1880, atingindo o apogeu em 1900 - quando obteve consagração internacional. Após, entrou em declínio embora perdurasse até a Primeira Guerra Mundial.
O elemento feminino sempre esteve presente: era a mulher sensual, melancólica ou demoníaca, com forte carga erótica (vitrais de E.Grasset).
Outra das características desta arte foi a acentuada presença do artesanato ao lado das máquinas numa tentativa de integrar os interiores arquitetônicos pesados, com excessiva decoração e acúmulo de objetos, tornando, aos poucos, um lugar mais amplo e de melhor aproveitamento de espaço.
Na Espanha Antonio Gaudi trouxe uma imensa contribuição, sua arquitetura assemelhava-se à escultura: desenhou ambientes, peças de mobiliário e pequenos detalhes para suas construções, impregnado-as, às vezes, de um caráter alucinatório que o tornou alvo de admiração dos surrealistas. Outros expoentes da arquitetura desta época foram E.Vallin, H.Grimard, Louis Sullivan entre tantos outros.
Foi no campo das artes plásticas que o Arte Nouveau mais se expandiu. Os principais artistas foram Eugène Grasset, Jules Chéret, Pierre Bonnard, Toulouse-Lautrec, Teophille Steinlen, Felix Vallonton, A. Mucha, Edward Munch entre tantos outros na Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Escócia, Bélgica...
Na técnica de vidro cito Emíle Gallé, cuja produção ligava-se às formas da natureza. Grande variedade de vasos e abajures, com decoração esmaltada ou em camadas superpostas em relevo formando contornos de insetos, folhas e flores de longas hastes.
Nos Estados Unidos, Tiffany enriqueceu a arte da vidraçaria fabricando vasos de linhas delagadas, elegantes e coloridos. E René Lalique deixou sua marca única, conhecida mundialmente.
Modern Style, na Inglaterra;
Jungendstil, na Alemanha;
Sezession, na Áustria;
Stilo Floreale, Inglese ou Liberty, na Itália;
Modernismo, na Espanha, além de outras denominações curiosas.
Art Nouveau originou-se do nome adotado pelo decorador e colecionador Samuel Bing para sua loja em Paris, inaugurada em 1898. Lá havia trabalhos dos artistas Tiffany, Henry van de Velde difundindo as novas idéias entre decoradores.
A repetição acadêmica de modelos desgastados levou os artistas a buscarem o novo, a romperem com os chamados estilos históricos como o neo-renascentismo, neogrego, neocelta, neobarroco, nei-rococó, hindu, etc., proclamando sua intenção de ser a arte do presente, a arte moderna.
Essa arte representou uma ruptura com as tradições naturalistas do século XIX; procurou unir a arte à técnica moderna e à produção industrial; e na arquitetura adotou novos materiais de construção visando unir a beleza e a funcionalidade.
Suas primeiras manifestações datam de 1880, atingindo o apogeu em 1900 - quando obteve consagração internacional. Após, entrou em declínio embora perdurasse até a Primeira Guerra Mundial.
O elemento feminino sempre esteve presente: era a mulher sensual, melancólica ou demoníaca, com forte carga erótica (vitrais de E.Grasset).
Outra das características desta arte foi a acentuada presença do artesanato ao lado das máquinas numa tentativa de integrar os interiores arquitetônicos pesados, com excessiva decoração e acúmulo de objetos, tornando, aos poucos, um lugar mais amplo e de melhor aproveitamento de espaço.
Na Espanha Antonio Gaudi trouxe uma imensa contribuição, sua arquitetura assemelhava-se à escultura: desenhou ambientes, peças de mobiliário e pequenos detalhes para suas construções, impregnado-as, às vezes, de um caráter alucinatório que o tornou alvo de admiração dos surrealistas. Outros expoentes da arquitetura desta época foram E.Vallin, H.Grimard, Louis Sullivan entre tantos outros.
Foi no campo das artes plásticas que o Arte Nouveau mais se expandiu. Os principais artistas foram Eugène Grasset, Jules Chéret, Pierre Bonnard, Toulouse-Lautrec, Teophille Steinlen, Felix Vallonton, A. Mucha, Edward Munch entre tantos outros na Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Escócia, Bélgica...
Na técnica de vidro cito Emíle Gallé, cuja produção ligava-se às formas da natureza. Grande variedade de vasos e abajures, com decoração esmaltada ou em camadas superpostas em relevo formando contornos de insetos, folhas e flores de longas hastes.
Nos Estados Unidos, Tiffany enriqueceu a arte da vidraçaria fabricando vasos de linhas delagadas, elegantes e coloridos. E René Lalique deixou sua marca única, conhecida mundialmente.
M.Vrubel, Klimt, Visconti deixaram suas belas marcas em murais e mosaicos, enquanto Bugatti, Gaillard e outros deram suas contribuições aos móveis decorativos.
No início do século XX os preceitos e teorias do Art Nouveau já apareciam desgastados, suas formas mal copiadas. O Art Nouveau não repudiou a industrialização, mas não sobreviveu a ela: o técnico substituiu o artesão.
Abajur Tiffany
Cartazes ilustrativos

8 comentários:
Interessante, que se for o exemplo da arte "pintada", lembra muit os quadrinhos...
Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.
Tais Luso
Apreciei mais uma lição. De facto, aprende-se com quem sabe. Em Portugal, chama-se Arte Nova - adoptou-se do francês, Art Noveau.
Abraço,
Daniel
Obrigada Daniel Costa! Esqueci de colocar que em Portugal foi denominada de Arte Nova! Mas já está lá.
Abraços!
Tais
Em Art Nouveau, nenhuma linha é presa. Ao contrário, elas têm uma liberdade infinita: vêm e vão sem pedir licença!
Estive por aqui.
Olá Tais,
Adorei esta "lição" sobre Arte Nova, um estilo que é bem do meu agrado.
Não só no Porto, como mostra a foto que colocou, mas também em Lisboa temos vários belos exemplos dessa Arte. Infelizmente muito se tem perdido, ou melhor, destruído, sobretudo edifícios maravilhosos que foram substituídos por "mamarrachos" (como aqui chamamos) de betão e vidro que de arte e beleza nada têm.
Conheço bem Barcelona e os lindíssimos exemplares de Arte Nova/Modernismo que Gaudi e os da sua escola ali deixaram. As casas de Gaudi, tanto exterior como interiormente, são espectaculares.
Parabéns Tais, este post é uma maravilha.
Um abraço
Tais,
Entrar neste blog, é (para além da “lição”) viajar.
Abraço
Art Nouveau - estilo decorativo, caracterizado por traços alongados, terminando em arabescos e motivos de flores e folhas.Tudo mto bem trabalhado, realmente artesanal, e claro que não poderia sobreviver a industrialização.
Peças lindíssimas,e como são difíceis de restaurar,mas quantas já passaram em minhas mãos.
Linda a postagem.
Bjão.
Wal
Olá Tais.
Embora esteja a fugir um pouco à minha área, que é a poesia, vou seguir com atenção este seu Blog. Sou funcionário da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição de arte e cultura conhecida mundialmente. Estas imagens fazem-me lembrar a exposição de Art Nouveau, que esteve patente vai para alguns anos nesta casa, da autoria do consagrado Alphonse Mucha. Foi realmente das coisas mais lindas que eu já assisti nos vários anos que aqui trabalho. E já passaram por cá muitas e boas exposições de artistas consgrados. Se vier a Portugal, visita o nosso Museu e pergunta por mim. Um beijo.
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