11 de janeiro de 2009

SALVADOR DALÍ - 1904 / 1989




Salvador Dali nasceu em 11 de maio de 1904 na vila de Figueres, Catalumba – Espanha. Passou sua infância entre Figueres e a casa de verão em Cadaqués, onde seus pais construíram seu primeiro atelier.

Dali sempre chamou atenção pela excentricidade. Poucos artistas impactaram tanto o século XX quanto ele. Ingressou na Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, em Madri, de onde foi expulso em 1926, pouco antes dos exames finais. Conviveu, neste tempo com Frederico Garcia Lorca e Luiz Buñuel. Já na sua primeira exposição teve seu reconhecimento artístico – 1925, Barcelona.

No ano seguinte instalou-se em Paris, conheceu Pablo Picasso e se uniu aos surrealistas, liderados por André Breton.


Em 1929 conheceu sua futura esposa e musa inspiradora, Gala Éluard, de origem russa e onze anos mais velha do que ele. Era casada com o poeta Paul Éluard de quem se separou para ficar com Dali.


Sua produção era inspirada muito nas teorias de Freud, como na obra A persistência da memória (1931), um dos grandes símbolos do movimento.

Com o início da guerra Dali entrou em conflito com os surrealistas devido às suas posições políticas e acabou expulso do grupo. Em 1940 foi, com Gala, para os Estados Unidos, onde ficou até 1948. O Museu de Arte Moderna de Nova York realizou em 1941 uma grande retrospectiva sobre sua obra e, no ano seguinte, aos 37 anos, Dali lançou o livro autobiográfico A vida secreta de Salvador Dali.

Ficou mundialmente conhecido pelos seus trabalhos de pintura, filme, esculturas, desenhos, fotografias, figurinos e jóias, para cinema e teatro.

Após a morte de Gala, em 1982, Dali ficou muito debilitado, passando os últimos anos recluso. Morreu em 23 de janeiro de 1989, em Figueres, de um ataque cardíaco.

Com a morte de Dali, multidões e intelectuais, profanos e conhecedores juntavam-se para deplorar a partida de um homem que soube tocar o gênio de sua época, isto é, seus instintos, seu inconsciente, suas aberrações, seus impulsos incontrolados: toda uma panóplia de reações violentas, ou líricas ou psíquicas.

Dali fez da fotografia do subconsciente uma arte de imagens explosivas, que englobam tanto o maravilhoso quanto as obsessões freudianas. Salvador Dali, célebre por suas excentricidades, não se contentou em pintar: quis ser uma testemunha do século, sempre em representação.

Dali dotou o surrealismo de uma arma de primeira ordem com seu método paranóico-crítico. (André Breton)


- Entendendo as obras de Dali  aqui 
- O pai e irmã de Salvador Dali (pintura): aqui


A Persistência da memória

Face e Fruit

Ascensão de Cristo


Bailarina em uma caveira
Clique:

fonte: Libelo contra a arte moderna / Salvador Dali; tradução Paulo Neves – Porto Alegre, RS: ed. L&PM 2008