20 de abril de 2013

TARSILA DO AMARAL / OBRAS

ABAPORU

TARSILA DO AMARAL nasceu em 1º de setembro de 1886, no município de Capivari / São Paulo. Seu pai, José Astanislau do Amaral herdou grande fortuna de seu pai, dono de inúmeras fazendas em São Paulo, onde Tarsila passou a infância e boa parte da adolescência.  

Em 1906 Tarsila casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve sua única filha, Dulce. Após sua separação começa a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Pouco depois, desenho e pintura com Pedro Alexandrino.  

Sua carreira artística começa em 1916 e só em 1920 viaja para a Europa e ingressa na Académie Julian em Paris frequentando o ateliê de Émile Renard.

Em 1922 volta ao Brasil e se integra no grupo modernista com Anita Malfatti, Osvaldo de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia entre outros. Começa aí, seu namoro com Oswald de Andrade.

Como tantos outros artistas, que fizeram parte do Movimento Modernista, Tarsila virou-se para os temas brasileiros, singelos, ampliando a técnica cubista e criando, também, uma atmosfera do mundo surrealista, com obras como Abaporu. Foi uma das artistas que mais acompanhou os literatos e participou dos movimentos Pau-Brasil e Antropofagismo.

Volta à Europa em 1923. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Inicia sua pintura Pau-Brasil, dotada de cores e temas brasileiros. Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade.

Em 1928 pinta o Abaporu para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura.  Em 1930 separa-se de Oswald.  

A teoria antropofágica propunha que os artistas brasileiros conhecessem os movimentos estéticos modernos europeus, mas criassem uma arte com feições brasileiras. De acordo com esta proposta, para ser artista moderno no Brasil, não bastava seguir as tendências europeias,  era preciso criar algo enraizado na cultura do país.

Na época em que pintou A Negra e o Auto-retrato, em 1923, passou pela influência impressionista e em seguida encontrou as tendências modernas da pintura européia. Foi nessa fase que ligou-se a importantes artistas do modernismo europeu, como Fernand Léger, Picasso, De Chiric, Brancuse, entre outros.

Depois de uma viagem que fez aos países socialistas, no início dos anos 1930, Tarsila passou por uma fase de temática social, da qual é exemplo significativo o quadro Operários. Sua última obra foi o mural Procissão do Santíssimo em São Paulo no séc XVIII, encomenda pelo governo do Estado de S.Paulo e pintado em 1954.

Em 1933 pinta Operários e dá início à pintura social no Brasil. Daí em diante passa a viver com o escritor Luís Martins, por quase vinte anos.


Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973. Tarsila colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira.


"Procurei todas as técnicas, mas voltei à simplicidade diretamente. Não sou mais moderna nem antiga, mas escrevo e pinto o que me encanta."

Manteau Rouge


Antropofagia - 1929
Nessa obra sente-se, em uma só tela, a fusão de ABAPORU e A NEGRA


A Família


'Essa obra, intitulada A Negra- 1923, talvez tenha a ver com a saudade da artista de sua terra natal, no interior paulista onde as fazendas de cafezais ficaram em sua lembrança. Uma figura cheia de simbolismos: de lábios grossos, olhar melancólico, deformada, mostrando cansaço pela  opressão da raça negra.  Aparece despida, com seio à mostra, lembrando, de certa forma, a formação e o sustento da raça brasileira'.

O Carnaval
Operários


Estrada de Ferro Central do Brasil


Idílio -1929 / Movimento antropofágico 


Segunda Classe - 1933
Fontes: História da Arte/ G. Proenza - Como entender a pintura moderna / C.Cavalcanti
Arte Brasileira - Percival Tirapeli / Companhia Editora Nacional