10 de dezembro de 2008

VINCENT VAN GOGH


VICENT VAN GOGH / 1853-1890

O holandês Vicent Van Gogh foi um dos expoentes máximos do pós-impressionismo (com Cézanne e Gauguin). Após várias paixões desastrosas e sentindo a miséria urbana, Vicent foi despertado pelo fervor religioso e o desejo de servir aos seus semelhantes. Por algum tempo estudou para o sacerdócio. Porém desistiu dos estudos e resolveu ser pregador leigo entre os mineiros do distrito de Borinage, na Bélgica. Mas logo foi rejeitado pela interpretação - literal – dos ensinamentos de Jesus. Veio a sofrer de aguda miséria e entrou em crise espiritual até 1880 quando, então, percebeu na arte uma vocação e um meio de trazer consolo à humanidade.

Levou uma vida difícil, com crises de extrema miséria, mas mesmo assim deixou 800 obras. Ora morava com os pais, ora em quartos alugados e pagos pelo seu irmão Theo. Em 1885 mudou-se para Antuérpia para estudar numa Academia. Entretanto a instrução acadêmica pouco tinha a lhe oferecer, e em 1886 mudou-se para Paris onde conheceu Pissarro, Degas, Gauguin, Seurat e Toulouse-Lautrec. Foi nesta época que sua pintura sofreu mudanças, como influência do impressionismo e da xilogravura japonesa, perdendo o moralismo, ligado ao realismo social.

Tornou-se obcecado pelo valor simbólico e expressivo das cores, passou a empregá-las com esse propósito, não mais para a reprodução das aparências visuais como faziam os impressionistas. “Em vez de tentar reproduzir exatamente o que tenho à frente de meus olhos, uso a cor de modo mais arbitrário, a fim de expressar-me com mais vigor”.

Entusiasmou-se com a idéia de fundar uma cooperativa de artistas em Arles e, no fim daquele ano associou-se a Gauguin. Porém, numa briga entre os dois, Vicent sofreu a ‘famosa’ crise em que cortou um pedaço da orelha esquerda.

Em maio de 1889 dirigiu-se a um asilo em St. Rémy, onde continuou pintando e produzindo muito. Neste período pintou 150 obras, além de desenhos. A angústia e depressão em que vivia o levaram ao suicídio em 29 de julho de 1890. Nos seus últimos 70 dias, pintou mais 70 obras. Correspondeu-se por longos anos com seu irmão, deixando 750 cartas, fonte abundante de informação sobre seus objetivos estéticos e distúrbios mentais. Durante sua vida produtiva, vendeu apenas uma obra.

Sua influência sobre o expressionismo e a abstração primitiva é praticamente incalculável, vindo a contribuir noutros aspectos, também, da arte do século XX.

Doze Girassóis numa jarra (clique nas obras)
O escolar - 1888 (filho do carteiro)
O quarto em Arles
Noite estrelada sobre o Ródano
  

3 comentários:

wallper.lima disse...

Olá Taís - aqui estou eu dando meu parecer a mais uma postagem sua...e quero dizer-lhe q/coincidência ou não, eu tb acabei de escrever sobre Van Gogh, só que ´vou postar depois do natal...vc vê como são as coisas! Mas deixa isso pra lá, e vamos falar de vc. Gostei mto, pois adoro
esse artísta e suas pinturas, e sua vida em particular...onde a gente percebe o quanto é difícil viver, e suportar tudo aquilo em que somos envolvidos durante a caminhada, onde a sensibilidade nos faz sentir mto mais do que certas pessoas... e Van Gogh, talvez tenha sido mal compreendido, mal interpretado, e toda essa carga negativa, foi grande demais para q/ele pudesse suportar!
Naquela época, as pessoas que demonstravam uma sensibilidade a flor da pele, as vezes era tida como louca, quando sabemos que sendo assim percebemos, vemos, sentimos, pressentimos mto mais do que tds os outros!
Enfim...amei!
Bjoca minha amiga!

Priscila disse...

Seu blog é um dos meus preferidos.Parabéns!!

M. Sueli Gallacci disse...

Oi Tais, voltei ao teu blog hoje p/ comentar sobre este post (vc deve estar me achando uma chata, né rsss) Mas não poderia deixar de comentar...
A biografia de Van Gogh é a que mais me facina dentre todas as outras...Nem tanto pelo seu estilo, pois falando francamente, ele nem é meu pintor favorito, embora eu reconheça seu valor.
Refiro-me a sua história de vida conturbada, cheia de equívocos por parte de críticos de arte da época...
Ele foi considerado louco, inadequado, mas estava na verdade 100 anos à frente de sua época... Van Gogh foi verdadeiramente um revolucionário que entregou sua vida pela arte.
Mais uma vez parabéns pelos teus textos tão ricos e tão cheios de "sustâncias" como diria minha avó...rsss
bjosss