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| Os Retirantes |
Portinari nasceu em 1903 numa fazenda de café, em Santa Rosa, interior de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, era o segundo dos doze filhos do casal Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato. De família humilde, Cândido cursou apenas o primário. Porém desde criança mostrou sua inclinação às artes. Aos 9 anos desenhou o retrato de Carlos Gomes, como viu numa caixa de cigarros.
Em 1920, aluno da Escola Nacional de Belas Artes, aprendeu a técnica acadêmica, conservadora. Em 1928 ganhou como prêmio, uma viagem ao exterior ficando 2 anos na Europa convivendo com os renascentistas italianos.
De volta ao Brasil, em 1930, começou a desenvolver sua própria técnica, aplicada aos murais, obras por demais conhecidas: mural do Ministério de Educação e Saúde e os da sala da Fundação Hispânica na Biblioteca do Congresso em Washington, Via-Crúcis (Igreja da Pampulha, Belo Horizonte) e o painel Guerra e Paz para a sede da ONU.
Após sua volta, em sua primeira exposição mostra a versatilidade que será a característica de sua obra. Mostra influência direta de Modigliani. Em seguida deriva para os temas regionais e folclóricos. E, após, sente-se atraído pelos muralistas mexicanos, em particular por Diego Rivera. Ao mesmo tempo executa as duas primeiras obras abstratas em nosso país.
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| O lavrador de café |
Com a obra Café – onde conquistou o prêmio Carnegie, 1934, projeta internacionalmente seu nome tornando-se a figura de maior prestígio na pintura contemporânea brasileira.
Portinari retratou pessoas, em suas relações de amizade, nas cenas dos retirantes nordestinos e nos tipos populares, retratando sua história social
Foi um pintor social, tocado de doloroso e revoltado humanitarismo em face da miséria, da fome e da ignorância. Seus numerosos retratos, aristocráticos e elegantes não contam na sua obra. Era o seu ganha-pão e, por outro lado, o preço inevitável de sua notoriedade. Finalmente, ninguém poderá lhe recusar o título vanguardeiro do primeiro e autêntico muralista da pintura brasileira.
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| O Mestiço / 1934 |
As mãos e a cabeça agigantadas conferem eloquência à narrativa e monumentalidade para glorificar o trabalho das classes operárias. As tonalidades do marrom e o roxo dos campos cultivados expressam a vitalidade da terra.
As pequeninas pedras à direita e o tronco à esquerda também lembram as lições de pintores italianos que usavam esses elementos para dar profundidade ao quadro.
O fundo, com o muro do bananal à direita e a cerca do cafezal à esquerda, também recorda a perspectiva geométrica característica do Renascimento, confirmada pelo sólido formado pela casa, que se contrapõe, ao morro à esquerda.
Algumas das pinturas conhecidas de Portinari: Meio Ambiente – Colhedores de Café – Mestiço – O Labrador de Café – O Sapateiro de Brodósqui – Menino com Pião – Lavadeiras – Grupos de Meninas Brincando – Menino com Carneiro – Cena Rural – A Primeira Missa no Brasil – São Francisco de Assis – Tiradentes – Os Retirantes – Futebol – O Sofrimento de Laio – Retirantes e Criança Morta.
Em janeiro de 1962 sofreu nova intoxicação por chumbo, que já o atacara em 1954 e não mais se recuperou vindo a falecer em 6 de fevereiro, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.






10 comentários:
Portinari é inconfundível...em suas figuras de pés e mãos grandes mantendo uma desproporção magnífica!Bjs.
Wal.
Ele usou tão bem as tintas que pintou uma obra de arte no próprio interior de seu corpo. Mas somente ele conhece, ninguém mais.
Abraços.
Tais
Segundo me parece Cândido Portinari, é a persolalidade aparecida numa nota de banco do Brasil. Não conhecia mais nada dele.
Portanto interessei-me muito por ler algo da biografia, assim como conhecer os dois quadros reproduzidos.
Daniel
Olá, Daniel, amigo de Lisboa! Que bom que estás gostando dos blogs, agradeço sua sempre gentil visita. Coloquei, no final do texto um link com algumas obras deste nosso grande artista.
Um abraço, aqui do Brasil.
Tais
Olá Tais!
Obrigado pela presença em meu blog e por acompanhar também.
Gostei demais do teu blog sou um estudioso de desenho e pintura, sou fã de Pollock, Kandinski, Picasso, Lucien Freud e Vik Muniz.
Forte abraço e boa semana.
Amei ter lido a biografia
de Candido Portinari Este artista que através de suas obras retrata com toda fidelidade o sofrimento do povo nordestino. Por isso merece toda admiração.
bjs
Retribuindo a "visita", sendo que prometo sempre visitá-la.
Portinari foi um grande mestre, mas não devemos esquecer que somos artistas, pois produzimos para serem apreciado por outrem, seja até o nosso trabalho a nossas "brincadeiras" do cotidiano.
Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.
Gostei muito de passar pelo seu Blog.
Vou voltar com um pouco de mais tempo.
Aié breve... e PARABÉNS
Tais.
Aqui na Fundação Gulbenkian, também temos pelo menos uma colecção de 30 desenhos de Candido Portinari, no Centro de Arte Moderna.
Um beijo
Victor Gil
Sou de Brodowski, cidade na qual Cândido Portinari nasceu, ele é maravilhoooooso!!!
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