Germaine survage- por Tais Luso de Carvalho
Enquanto Van Gogh, Monet, Degas e tantos outros artistas pintaram verdejantes paisagens, Amedeo foi o mais urbano dos artistas.
Vários filmes foram feitos, outros tantos livros escritos mostrando um artista romântico, conturbado e boêmio que freqüentava as boates e cafés do bairro artístico. O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Amedeo, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Suas esculturas mostravam forte influência da arte africana e cambojana que provavelmente conhecera no Musée de l'Homme. Nota-se seu grande interesse pelas máscaras, evidenciando os olhos.
Impressionado pelo cubismo, foi muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso e visto, em particular, como herdeiro espiritual de Botticelli, devido à graça linear de sua obra. De 1909 a 1914 dedicou-se principalmente à escultura, quando a guerra, então, dificultou a obtenção da matéria prima.
Alcoólatra e viciado em haxixe, pintava suas telas em estúdios imundos de Monparnasse. Para sobreviver vendia caricaturas nos bares e até pedia esmolas.
Contudo, foi o maior retratista de uma época. E foi aos 22 anos, quando chegou à Paris que desenvolveu seu estilo, muito particular, e pelo qual ficaria conhecido. Sua obra tem como característica o contorno das figuras, sempre demarcado.
Seus nus femininos - sensuais – são vistos como os melhores já produzidos. A plasticidade é forte, numa síntese estrutural perfeita. Todos seus nus são retratos incendiados pela paixão carnal. Vê-se, isso, nas obras de suas inúmeras amantes, nas porteiras dos prédios, nas aristocráticas que o protegiam. Durante algum tempo o poeta polonês Leopold Zborowsky foi quem financiou suas obras.
No final de sua curta vida, estava melancólico e indiferente. Os quadros foram ficando suaves e acinzentados, quebrados apenas pelo vermelho dos lábios das mulheres.
Teve uma filha com Jeanne Hébuterne, 14 anos mais jovem. Tentou preservá-la de seus ataques conturbados e imprevisíveis, porém não conseguiu poupá-la da miséria e de uma perspectiva de vida financeira melhor. Grávida do segundo filho, ao saber da morte de Amedeo, atirou-se do 5º andar de um prédio.
Modigiani nasceu na Itália / Região de Toscana em 1884 e morreu em Paris aos 35 anos, tuberculoso e numa completa miséria. Foi sepultado no célebre cemitério do Père-Lachaise.
Enquanto Van Gogh, Monet, Degas e tantos outros artistas pintaram verdejantes paisagens, Amedeo foi o mais urbano dos artistas.
Vários filmes foram feitos, outros tantos livros escritos mostrando um artista romântico, conturbado e boêmio que freqüentava as boates e cafés do bairro artístico. O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Amedeo, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Suas esculturas mostravam forte influência da arte africana e cambojana que provavelmente conhecera no Musée de l'Homme. Nota-se seu grande interesse pelas máscaras, evidenciando os olhos.
Impressionado pelo cubismo, foi muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso e visto, em particular, como herdeiro espiritual de Botticelli, devido à graça linear de sua obra. De 1909 a 1914 dedicou-se principalmente à escultura, quando a guerra, então, dificultou a obtenção da matéria prima.
Alcoólatra e viciado em haxixe, pintava suas telas em estúdios imundos de Monparnasse. Para sobreviver vendia caricaturas nos bares e até pedia esmolas.
Contudo, foi o maior retratista de uma época. E foi aos 22 anos, quando chegou à Paris que desenvolveu seu estilo, muito particular, e pelo qual ficaria conhecido. Sua obra tem como característica o contorno das figuras, sempre demarcado.
Seus nus femininos - sensuais – são vistos como os melhores já produzidos. A plasticidade é forte, numa síntese estrutural perfeita. Todos seus nus são retratos incendiados pela paixão carnal. Vê-se, isso, nas obras de suas inúmeras amantes, nas porteiras dos prédios, nas aristocráticas que o protegiam. Durante algum tempo o poeta polonês Leopold Zborowsky foi quem financiou suas obras.
No final de sua curta vida, estava melancólico e indiferente. Os quadros foram ficando suaves e acinzentados, quebrados apenas pelo vermelho dos lábios das mulheres.
Teve uma filha com Jeanne Hébuterne, 14 anos mais jovem. Tentou preservá-la de seus ataques conturbados e imprevisíveis, porém não conseguiu poupá-la da miséria e de uma perspectiva de vida financeira melhor. Grávida do segundo filho, ao saber da morte de Amedeo, atirou-se do 5º andar de um prédio.
Modigiani nasceu na Itália / Região de Toscana em 1884 e morreu em Paris aos 35 anos, tuberculoso e numa completa miséria. Foi sepultado no célebre cemitério do Père-Lachaise.
The Amazon
Lalotte / 1916
Jeanne Hébuterne, com quem teve um filho
Amedeo Modigliani
referências: Dicionário Oxford de Arte
Grandes pintores / Paulo R. Derengosky
8 comentários:
Amiga Tais.
Aqui aprende-se algo de muito bom: admirar arte e artistas. Não conhecia este pintor, mas é deveras extraordinário. Gosto imenso de impressionistas, mas Van Gogh, Monet, Degas, Manet, etc., por vezes são responsáveis pela visibilidade menor de outros pintores também muito interessantes, como é o caso de Modigliani.
Excelente trabalho de divulgação da arte. Regresso sempre aqui com aquele carinho especial que tenho por ti e pelo teu trabalho.
Beijos
Victor Gil
Gostei deste aontamento sobre um pintor de quem já tinha ouvido falar e pouco sabia dele. Interrogo-me porque é que todos os grandes vultos da pintura, escrita, cinema, da arte em geral( cantores, Maria Callas, por exemplo, vi há dis um documentário belissimo sobre a sua vida...) têm ou tiveram umas vidas tristes, solitárias, alguns terminando na miséria material??Não se entende muito bem. Será que a "necessidade aguça o engenho", como dizia a minha avó? Obrigada por esta bocadinho de cultura. Um bom fds e um bj Graça
de click em click parei aqui. Modigliani, entre meus prediletos.
abraços
o Artista Modigliani realizou uma série de representações de Ana Akhmátova, são desenhos reconhecidamente expressivos e famosos, que mostram a grande importância do pintor e escultor italiano.
Belas postagem, como sempre, Tais!
Beijo e bom final de semana.
Obs: fui convidada à participar da brincadeira do "cartão vermelho". Indique seu nome para brincadeira.
Passe no meu blog, na página de selos recebidos e sinta-se a vontade em participar ou não.
Amo Modigliani!!!
Beijos, querida!
Gosto de visitá-la!
Incrível como Andy García, que fez
Amedeu no cinema, se parece
físicamente com ele! Você viu?
Lindo o filme!!
Taís,
Como sempre, divulgação apurada e sensível sobre um pintor notável.
Ao ler, fui tomado pela sensação melancólica de que o facto de os artistas terem, tão frequentemente, percursos trágicos, se deve a uma crueldade existencial que impede que uma mente excepcionalmente criativa faça uma gestão do seu quotidiano, com relevo para as relações afectivas, de forma a que os conflitos não a destruam.
Modigliani pertence a uma multidão que tem acompanhado a existência da humanidade e continua bem representada na assunção da "dor criativa".
Beijinhos
P.S. - Respondi ao teu sensível comentário colocado no post "TINTIN - O VELHO AMIGO" na página em que foi feito. É importante que vejas a resposta. Irei de seguida ao "Porto das Crónicas" procurar o texto sobre o Guga.
Estou passando aqui para lhe dizer que o seu blog é lindo e criativo e agradecer-lhe sua visita no meu espaço. Beijos.
Postar um comentário