13 de maio de 2011

JOHANNES VERMEER


 Moça com brinco de pérola / 1666 - clique foto
- Tais Luso de Carvalho

Johannes Vermeer nasceu em 1632, Delft / Holanda, oriundo de uma família protestante. Suas pinturas estão envoltas num certo mistério, pois produziu poucas obras, das quais poucas delas podem ser datadas com precisão. Talvez, por tantas incertezas, que o tornou mais popular nos últimos tempos. Teve uma carreira modesta e muitos anos de negligência.

Os anos de aprendizado, levaram o artista aos importantes centros de pintura de Utrecht e Amsterdã. Converteu-se ao catolicismo ao casar-se com Catharina Bolnes em 1653, mesmo contrariando a família de Catharina. Tiveram 11 filhos. Neste mesmo ano foi professor da Guilda de São Lucas, em Delft.

Inicialmente, despontou com pinturas históricas, retratando temas bíblicos e mitológicos que eram respeitados na época. No final da década de 1650, passou a retratar, então, a vida cotidiana, como ficou conhecido, usando a técnica do empaste (it. impasto) para dar vida ao detalhes.

Vermeer era conhecido por suas pinturas de cenas cotidianas, domésticas e introspectivas.
O que chama a atenção em sua pintura é a luminosidade, que ficou como sua característica mais notável. Eram, os pontos de luz, em posições organizadas, como na obra Rua de Delft e A Leiteira - 1658.

Seu estilo amadureceu, tornando-se mais leve e sutil. Obras como a Moça com brinco de pérola (1665) - que, com apenas duas pinceladas cria o brinco - e O estúdio do artista (1666), mostra o desapego em relação em que ele era conhecido.

Sua obra, a Moça com o brinco de pérola, toda a observação vai para a expressão do rosto da figura feminina. Os lábios entreabertos da moça, nos faz pensar que ela estaria para dizer algo. As cores empregadas no rosto e vestimentas, sem cenário, fazem da moça o centro da obra.

Já, A Rendeira (1670), chama atenção pela sua concentração, com gestos delicados e precisos.
Em, A Mulher lendo uma carta, a sala está inundada de luz e uma suave harmonia de cores e de formas.

Já na sua velhice, Vermeer  teve de lidar com fortes problemas financeiros, uma vez que sua produção foi de apenas 35 obras. Trabalhou, também, como comerciante de arte e estalajadeiro. Ao falecer em 1675, sua viúva herdou suas dívidas e teve de decretar falência.

Por ter ficado em Delft e por ter um estilo peculiar, a influência de Vermeer não se expandiu. Apenas no séc. XIX que o nome de Vermeer tornou-se conhecido, novamente. Sua reputação tornou-se saliente pelo realista francês Gustavo Courbet, onde os pintores holandeses inspiraram os naturalistas da época.

Algumas obras a destacar:
Moça com brinco de pérola, 1566
A Rendeira, 1670
Mulher lendo uma carta, 1665
O estúdio do artista, 1666
A Alcoviteira, 1656
A Leiteira, 1658
O Astrônomo, 1668
Mulher com colar de pérolas, 1664
Leitora à janela, 1659

Morre em Delft, Holanda em 1675. 
Fica-se sabendo, portanto, muito pouco das obras de Vermeer, porém a de número 36ª foi exatamente a Moça com brinco de pérola ou Mulher com turbante, reconhecida como autêntica, representada em livros e em  filme.
     
A leiteira / 1668
Leitora à janela / 1659
Rua de Delft / 1658
Vista de Delft / 1660