28 de agosto de 2010

UM POUCO DE MONA LISA



Mona Lisa começou a nascer para o mundo das artes em março de 1503 quando Leonardo Da Vinci deu suas primeiras pinceladas, em óleo sobre uma madeira de álamo, de 77 x 53 cm.

Nesta data começou a nascer a imagem com um rosto oval, testa larga e alta, recostada num balcão e tendo ao fundo uma paisagem rochosa com montanhas, morros, vales e um lago. Foi concluída 3 anos depois, em 1506.

Mona significa ‘minha senhora’. Segundo os historiadores de arte, esta pintura tornou-se a obra mais conhecida de todos os tempos, com seu meio sorriso e com os cantos da boca e dos olhos cuidadosamente embaçados, o qual não se sabe até hoje que tipo de sorriso é este, se Mona Lisa está triste ou feliz.

O quadro foi levado da Itália para a França pelo próprio Leonardo, por volta de 1516, onde ficou exposta no castelo de Fontainebleau até o reinado de Luiz 14, o Rei Sol. Só após a Revolução Francesa, iniciada em 1789, a pintura passaria a integrar a coleção do Museu do Louvre, antes passando por alguns percalços. Saiu do Museu para ornar as paredes do aposento de Napoleão Bonaparte que se apaixonou pela pintura.

A versão mais aceita nos círculos artísticos é de que Mona Lisa chamava-se Lisa Gherardini, nascida em Florença em 15 de junho de 1479, oriunda de uma família de baixa nobreza da Itália. Casou-se aos 16 anos com o comerciante Francesco Del Giocondo que teria encomendado o quadro de sua mulher para comemorar a sua prosperidade econômica e os 3 filhos que Lisa lhe havia dado. Portanto Lisa teria sido retratada aos 24 anos.

Outra hipótese é que o retrato, na verdade, seria de uma das mulheres mais ilustres do Renascimento, a rica e poderosa Isabele d’Este, Marquesa de Mântua, que, fascinada pelo talento de Leonardo, teria pedido que a retratasse. De fato, o artista em 1500 fez um retrato da marquesa que hoje se encontra no Louvre. Mas esta hipótese defendida por dois especialistas não obteve unanimidade.

No final do século 19, houve quem defendesse que a verdadeira Mona Lisa seria a Duquesa de Francavilla, Constanza. Esta hipótese foi popular na Itália na primeira metade do século 20, apoiada também por especialistas em arte. Porém esta hipótese foi derrubada por um argumento implacável: Constança já estava na casa dos 40 anos, portanto com bem mais idade do que Lisa.

E outras hipóteses também foram apresentadas, porém até agora Lisa é a dona do sorriso que encanta o mundo.
Gioconda é a popularização máxima, em escala mundial, de uma obra de arte. O retrato mais comentado de todos os tempos tem muitas características peculiares. A pose é incomum; a expressão indecifrável, e o sorriso enigmático.

A TÉCNICA

O quadro foi pintado sobre madeira de álamo, comum nas obras renascentistas, e com tinta a óleo. Foram aplicadas várias camadas de tinta, de escuro para o claro, feitas com pincéis extremamente finos, que deixavam que a camada anterior transparecesse, completando com um jogo de luz e sombra dando a ilusão ótica de relevo.
Foi aplicada, também, a técnica de ‘sfumato’ no canto dos olhos e da boca, criando uma imagem que até hoje não sabemos se está triste ou feliz.
O olhar de Mona Lisa é uma inovação: ela fita diretamente o observador, o que é uma mudança drástica na tradição da pintura renascentista, pois as mulheres eram quase sempre representadas de uma forma submissa. Suas mãos expostas são outra característica da inovação desta obra, uma vez que na época o retrato tradicional era da cintura para cima, e quando eram retratadas as mãos, tinham uma função clara de segurar um objeto identificado.

A imagem de Lisa aparece acima dos picos das montanhas, pintadas ao fundo, o que torna a obra mais imponente, de uma grandiosidade magnífica.

Tive a felicidade de visitar o Louvre e ver esta obra de Da Vinci.