16 de abril de 2012

EGITO: PINTURA - ESCULTURA - PIRÂMIDES

Máscara mortuária de Tutankhamon
Tutankhamon, faraó do Egito Antigo, faleceu ainda na adolescência. Era filho e genro de Akhenaton com Kiya – esposa secundária. Casou-se aos 10 anos com sua meia-irmã Ankhesenamon vindo a assumir o trono com apenas 12 anos. Morreu em 1324 a.C aos dezenove anos de malária – segundo o Secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. 


A pintura de maior interesse do início da história e merecedora de nossa atenção foi a egípcia. Durou de 3 a 4 mil anos, dentro das mesmas formas técnicas e expressivas; uma maneira peculiar de representar a figura humana: o rosto de perfil, com o olho de frente, o tronco de frente, as pernas e os pés de perfil. Embora figurativa, a pintura egípcia na essência é abstrata, porque não revela a observação direta da realidade. Os egípcios foram constantes e expressivos deformadores.

A arte do Egito foi basicamente à serviço dos faraós, dos deuses e da religião. Teve formas muito variadas, dentro de um estilo monumental, fascinante, pela sua personalidade em que o religioso, o mágico e o funerário presidiam qualquer manifestação criativa.

Essa personalidade foi favorecida pela própria configuração geográfica do país, que demorou muito a abrir-se a outras civilizações, e pela grande qualidade de seus arquitetos - que eram reconhecidos - e dos seus artistas, na maioria anônimos e que se concentraram na utilidade e duração da obra de arte. Tinham uma concepção utilitarista e a rígida observação dos preceitos teológicos, motivando a imagem de homogeneidade que se vê em quase todas as criações artísticas.

A arte egípcia divide-se em três grandes fases: Menfita, Tebana e Saíta, que coincidem com os chamados Impérios Antigos, Médio e Novo. E Época Baixa, precedidas por uma formação Tinita e encerrada pela decadência – a greco-romana.
A arte nacional, por excelência foi a arquitetura, enquanto que a escultura, a pintura e as artes industriais foram meras auxiliares.


A arte egípcia era muito sintética no desenho e no colorido; não utilizava o claro e o escuro, impedindo de transmitir a ilusão de volume e perspectiva impedindo a sensação de espaço e profundidade. De excepcional habilidade técnica e de criação os egípcios foram os primeiros a utilizarem as flores e afrescos.


Os gansos de Medum remontam a mais de 2 mil anos antes de Cristo.   Detalhe num friso pictórico na antiga cidade de Medum.

Os gansos de Medum remontam a mais de 2 mil anos antes de Cristo. 
 Detalhe num friso pictórico na antiga cidade de Medum.


Os Egípcios antigos contemplavam, então, suas estátuas não com sentimentos artísticos, mas sempre religiosos. A estátua era algo sagrado. Um corpo novo e duradouro, destinada a receber o espírito eterno do morto. Se a estátua fosse mutilada, o espírito do morto ficaria sofrendo no resto da eternidade.


Colheita
Porém, com o velho Egito dá-se uma coisa curiosa: por causa das múmias, dos hieróglifos e do frio abstracionismo das pirâmides, tem-se a impressão de que os egípcios foram um povo preocupado exclusivamente com a morte. Nada mais falso. Eles viviam preocupados com a vida e seus inúmeros problemas. Eram alegres, gostavam de viver e talvez, de toda a antiguidade, foi o povo com mais sensibilidade artística. 

Adoravam gatos, jacarés e besouros, mas foram os primeiros a estilizar as flores. Construíram as pirâmides colossais, mas inventaram o esmalte. Levantaram os gigantescos templos de Carnac e Luxor, mas deixaram jóias delicadas, originais e requintadas. Adoravam seus governantes, os faraós sagrados, como se fossem deuses, mas deixaram graciosas silhuetas femininas. Pintavam a figura feminina esbelta, gentil, meiga e de busto pequeno. Era um povo que admirava suas mulheres e acreditava na sua inteligência. Os monumentos históricos egípcios foram os maiores e mais duráveis que se construíram na antiguidade.

Cabeça de estátua do Rei Sesóstris
12 Dinastia - 1840 a.C

Busto da Rainha Nefertite  
Dinastia 18 - 1340 a.C

O Escriba Sentado / IV dinastia, Império Antigo
Máscara de múmia de um homem romano
séc 1 a.C


Vaso usado para fins medicinais


TEMPLOS

Os templos eram verdadeiras casas dos deuses, obedeciam a uma planificação rígida, que ao longo dos anos eram aumentadas, ficando com dimensões extraordinárias, por vezes com mais de um quilômetro e meio de comprimento.
Haviam outros tipos de templos, os Speos (covas) escavados no interior das montanhas. Havia também os Hemispeos, vários setores eram trabalhados a céu aberto e com salas abertas nas rochas.
Os templos Solares apresentavam uma tipologia diferente, eram totalmente ao ar livre, nas quais o vertical e elegante obelisco simbolizava a imagem do sol.

Alguns Templos: Templo de Amon, Templo de Karnak, Templo da deusa Mut, Templo de Luxor entre outros tantos de outras dinastias. 


Templo funerário de Hatshepsut em primeiro plano 
e de Mentuhotep II ao fundo, em Deir el-Bahari
TÚMULOS

A crença era a vida pós-morte, junto de Osíris. Assim criaram-se diferentes tipos de túmulos: mastabas (túmulos particulares destinados à nobreza), as pirâmides evolução das mastabas, exclusivamente túmulos reais) e os hipogeus – que agrupavam-se em verdadeiras necrópoles debaixo da terra, destinados aos reis e seus familiares como à nobreza e indivíduos poderosos. Eram constituídos por imensos corredores lineares escavados na rocha, mas contavam com os mesmos componentes que as mastabas: capela, poço e câmara funerária. O luxo era imenso. O mais famoso era o de Tutankhamon, no Vale dos Reis. Eram sempre escondidos para evitar a sua profanação e os saques dos ladrões. Apesar dos cuidados, a maioria foi saqueado já nos tempos antigos.

Trono encontrado na tumba de Tutankhamon

Grande túmulo de Nefertari, o mais bonito do Vale das Rainhas
 XIX dinastia.


O deus Anubis cuida da múmia de Sennedjem / XIX dinastia


PIRÂMIDES

As pirâmides foram construídas de acordo com fórmulas que eram fruto de longos estudos matemáticos,  geométricos e técnicas – ainda hoje desconhecidas – que tiveram como resultado quatro tipologias diferentes: a pirâmide escalonada, a romboidal, a regular. Cada uma tinha seu nome próprio, formado pelo do rei ou por uma das características construtivas ou estéticas.

Estas imponentes construções também devem ser valorizadas como arquitetura de caráter religioso, como lugar de contato entre o faraó e o mundo dos deuses. A pirâmide, de linhas simples, mas majestosas, foi apenas mais um elemento do conjunto funerário.

AS PIRÂMIDES DE GIZÉ

A mais famosa das pirâmides foi a edificada por Queóps, que escolheu a meseta de Gizé para construir a sua extraordinária pirâmide, que desde então tem sido o monumento mais visitado e admirado do mundo.
Apresenta no seu interior impressionantes corredores, galerias e câmaras, fruto de sucessivas mudanças de planos construtivos que culminam na câmara funerária com teto triangular de descarga, e na qual ainda se pode ver o enorme e simples sarcófago do rei.

Ao lado dela está a pirâmide de Quéfren, de menor proporção e apresenta algumas diferenças técnicas em relação à de Quéops. A câmara do sarcófago está escavada ao nível do chão e a estrutura é completamente maciça, conservando ainda hoje o revestimento de calcário do seu vértice, o que a torna inconfundível.

A pirâmide de Miquerinos é a mais bonita das três e teve de ser acabada precipitadamente. O seu menor volume deve-se à crise política e econômica e religiosa que a IV dinastia atravessou nos seus momentos finais.

Não é preciso dizer que estas três pirâmides são classificadas como a 'primeira maravilha do mundo'. Impressionante, também, é a Esfinge de Gizé, escultura de 20 mts de altura e 57 de comprimento, talhada na rocha natural, com corpo de leão e cabeça humana.




Pirâmides  Quéops - Quéfren - Miquerinos


Esfinge de Gizé




Fontes: O melhor da Arte egícia - G & Z ed. LDA
Museu do Egito
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