10 de maio de 2010

CAMILLE CLAUDEL


 - Tais Luso de Carvalho

Camille nasceu em 1864 / Fere-em-Tardenois, França.
Em 1881, a jovem matriculou-se na Académie Colarossi e logo dividiu um atelier com o escultor francês Alfred Boucher. Conheceu, também, o escultor Auguste Rodin no começo da década de 1880, tornando-se sua aluna, amante e modelo.

Sua inspiração foram as pessoas e a sensualidade do corpo. Vemos em suas obras grande influência de Rodin. O que a princípio foi fonte inspiradora, acabou tornando-se sufocante. Alguns de seus trabalhos, por serem considerados muito sensuais, foram rejeitados, agravando sua instabilidade mental, numa época de muita conturbação em sua vida sentimental.

Sua obra Maturidade, mostra traços vigorosos, semelhantes aos de Rodin. Tanto em sua obra como em sua vida, Camille revela um grande sofrimento.
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Apesar deste amor Camille/Rodin ter durado 10 anos, Rodin nunca abandonou seu primeiro amor – Rose Beuret – com a qual veio a casar-se em 1917. Quando ele retorna, em definitivo, ao seu antigo amor, Camille começa em decadência, fechando-se em seu estúdio e entregando-se a um obsessivo isolamento que a levou à pobreza física e aprofundando seu problema mental.

Seu sucesso está relacionado a Rodin até 1898, quando veio a separação. Em 1906, destrói parte de sua obra, tentando livrar-se da influência de Rodin, pois muitos acreditavam que suas obras eram trabalhadas por ele.

Vemos sua tentativa de distanciar-se de Rodin em La Valse e A Pequena Castelã. Após este distanciamento, que se dá em definitivo em 1898, surge a obra A idade Madura.


Apesar de ter tido, nesta época, duas grandes exposições, reconhecidas e com sucesso da crítica, Camille, encontrava-se doente demais, o que não lhe trouxe nenhum benefício. Já em 1905, achava que Rodin e outros estariam se apoderando de suas obras, invadindo sua casa para roubá-las.


Por ordem de sua mãe e de seu irmão, o poeta Paul Claudel, Camille foi internada num asilo de loucos, e um ano depois foi transferida para o hospital psiquiátrico, o qual permaneceu até sua morte.

Suas primeiras obras foram A Velha Helena e Paul aos treze anos. Também colaborou em obras de Rodin, como Os Portões do Inferno e Burgueses de Calais.

Faleceu em 1943 em Montfavet / França, após 30 anos internada.