9 de outubro de 2009

KANDINSKY / ARTE ABSTRATA

Wassily Kandinsky, um dos pioneiros da arte abstrata, nasceu em Moscou / Rússia, em 1866 e faleceu em 1944, em Neuilly-sur-Seine.

Após uma exposição dos impressionistas franceses, no qual um dos quadros de Monet o impressionou muito - Montes de Feno -, abandonou a carreira como professor universitário do curso de direito e em 1896 partiu para Munique a fim de estudar pintura. Seus primeiros trabalhos, portanto, tinham uma notória influência desses impressionistas franceses e da arte folclórica de sua Rússia. Participou, também, do movimento expressionista.
Em 1901 foi um dos fundadores de uma sociedade de vanguarda chamada Falange, na Alemanha, e o principal porta-voz da Art Nouveau. Suas pinturas, na virada do século, combinavam Art Nouveau com reminiscências da arte popular russa.

Em 1908 o russo Kandinsky volta à Munique e começa uma transformação: troca o elemento figurativo pela abstração pura. Sua primeira ‘sinfonia visual’ era mais pela busca do geométrico do que por uma linha figurativa. A sua busca pelo elemento não figurativo deu-se quando não reconheceu sua própria obra - figurativa - que estava de cabeça para baixo, vendo nela uma bela obra.

Antes de sua primeira exposição - 1910, O cavaleiro azul - Kandinsky apresentou seu ensaio acerca do espiritual da arte, que só conseguiu publicar dois anos mais tarde. Nesse livro Kandinsky desenvolve suas idéias acerca de um estilo autônomo, de uma pintura que não careceria de descrição dos objetos. Nesse ponto o artista mostra sua intenção de ser reconhecido como o inventor do primeiro trabalho abstrato.

Não diria que o artista repudiava a representação, mas afirmava que o artista puro seria aquele que conseguisse expressar somente sentimentos interiores e essenciais, ignorando o superficial e o eventual.

Em 1914 retornou à Rússia onde foi laureado por várias vezes. Porém, descontente com a ascensão do desenho industrial que subordinavam as belas artes, deixou a Rússia em 1921 assumindo o cargo de professor na Bauhaus até 1933 quando a escola foi fechada.
Em 1927 naturalizou-se alemão e, em 1933 deixou a Alemanha rumo à França. Em 1939 obteve a cidadania francesa.

Principais obras:

Do espiritual na arte - 1912
Reminiscências - 1913
Ponto e linha sobre o plano - 1926




11 comentários:

Paola Caumo disse...

Oi Tais,
A arte é inusitada. Ao ler(ver) teu post pensei: "não sei se gosto de Kandiski". E apreciando melhor 'do espiritual da arte' me senti navegar para dentro de mim mesma, no emaranhado de emoções que somos. Salve Kandiski!
Beijão e obrigada pela tua visita.
Paola

bondearte disse...

Tais:
Acho incrivel seu bom gosto na escolha de seus Post's, gostei muito de Elifas e agora Kandinsk!!!
Muito bom mesmo.
Um bom fim de semana
Beijos

Graça Pereira disse...

Gosto de Kandinsk. O seu peregrinar um pouco por todo o lado, talvez lhe tenha conferido esta construção de traço e côr. O seu abstraco tem uma beleza exterior que eu aplaudo.
Parabens por tê-lo trazido até nós.
Um beijo.
Graça

CESAR CRUZ disse...

Em alguns momentos lembra Miró, né? Lindas e expressivas obras!

Quando tiver tempo, espie este site:

www.paulojoel.com.br

O PJ é meu amigo de infância. Ando e viveu um tempo pela Europa, raz uma forte inspiração no Escher. Por falar nele, poderia resenhar seu trabalho hora dessas, né? Fica s sugestão.

bjão

Andréa Ferraz disse...

Fiquei horas por aqui, é tudo muito organizado e de um bom gosto ímpar. Obrigada por criar um espaço tão gostoso de se estar por aqui.

antonior disse...

Olá, Tais,

Não é novidade para ti que tenho uma visão algo crítica em relação ao Expressionismo Abstracto, pelo que o senhor Kandinsky, responsável pelo nascimento da escola, daria um excelente motivo para debate de ideias sobre pintura e até sobre a Arte, em geral.

A génese do conceito é um pouco confusa. Houve movimentos artísticos, em diversos campos de expressão, na Alemanha, antes da Primeira Guerra Mundial, que lançaram as sementes para o que na viragem da década de 10 para 20 so século passado, veio a ser designado por Expressionismo Alemão. No entanto foi nos Estados Unidos, em 1929, que Alfred Barr, em fase final da sua formatura em história da Arte, faz uma dissertação pública em que aplica o termo "Expressionismo Abstracto", justamente acerca dos trabalhos de Kandisky. É de referir que em face dos dotes que manifestou, foi convidado para ocupar a direcção do então, recém-criado, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, cargo que ocupou.

Claro que estas temáticas são excelentes para alimentar tertúlias entre amigos e, sempre se encontram boas argumentações de um lado e de outro. Os críticos e estudiosos não chegaram a conclusão nenhuma acerca de uma definição de Arte. E, provavelmente, não chegarão. Umberto Eco disse que não escrevia sobre a "definição de Arte", mas acerca do "problema da definição de Arte", que era só o que podia fazer.

De qualquer forma gostei de cá chegar e ver Kandinsky. Este é sempre um espaço de conteúdos interessantes.

Beijinhos

Cris Tarcia disse...

Ola! Seu espaço é um encanto, aqui aprendi muito, a lista dos museus do mundo é fantastica, Vou voltar sempre
Um abraço

Daniel Savio disse...

Engraçado, pois a arte abstrada não é simples abstrada, pois ela invoca sentimentos também (que vai ser diferente para cada observador)...

Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.

Silvia Masc disse...

Taís, amando seu blog, esse é outro dos meus preferidos.
beijo e obrigada peo seu visível conhecimento, pesquisa e organização.

abraços

M. Sueli Gallacci disse...

Oi Amiga, como sempre estou aqui pelo DAS ARTES alimentando meu espírito...

Navegando por este oceano de belezas e cultura “da boa”, aportei aqui neste artista que me fascina e intriga ao mesmo tempo.

Resolvi comentar, embora tardiamente rsss

Se eu tivesse que definir a obra de Kandinsky em uma só palavra seria equilíbrio. Ele soube como ninguém usar as formas geométricas para criar um organismo autônomo que dispensa referencia ao mundo real. Soube, também, usar com maestria os espaços positivos e negativos dentro da tela/papel obrigando o observador a “passear” por todos os elementos ali construídos, pois nada foge aos nossos olhos.

Embora com uma boa observação eu consiga ver fortes semelhanças com a obra de outros artistas, como os traços de Miró e as bandeirinhas de Alfredo Volpi, por exemplo, considero Kandinsky como único.

Chega a ser engraçado analisar uma obra de Kandinsky. Nestas que vc postou pude identificar algumas referencias figurativas, como alguns astros, um cata-vento, uma laranja, um lápis, um compasso e etc, etc, etc...

O que se passou em sua mente e o que ele quis mostrar é coisa difícil de saber, fica pela interpretação de cada um. E é justamente isso que eu acho fascinante!

Obrigada Taís, como é bom navegar por estas águas...
Um Beijo Enorme!

marta disse...

olá taís foi legal fazer uma busca aqui seu site, é um sucesso gostei muito e indicarei para outras pessoas! Thal!Até mais