Gustave Courbet 1810/1867 - cortadores de pedrasAs sobrevivências acadêmicas existentes nos românticos são combatidas pelos Realistas, na segunda metade do século XIX. O Realismo é a representação das coisas objetivas e visíveis. Porém ser realista não é ser exato como a fotografia, mas verdadeiro, fixando os elementos característicos e expressivos das coisas e dos seres.
'A pintura, dizia Courbert, é uma arte essencialmente objetiva e consiste na representação das coisas reais e existentes. Um motivo abstrato, invisível, não pertence ao domínio da pintura. A imaginação na arte consiste em saber achar a expressão completa de uma coisa existente, jamais na sugestão ou criação da mesma. O belo está na natureza e encontra-se na realidade, sob as mais diversas formas. O belo, como verdadeiro, é algo relativo ao tempo em que se vive e ao indivíduo apto a concebê-lo. A expressão de beleza está em relação direta com o poder de percepção adquirido pelo artista. Não pode haver escolas, só existem pintores.'
Os Realistas pintavam as cenas da vida cotidiana e flagrantes populares, impregnado-se das idéias socialistas da época. Representavam aquilo que estava diante dos olhos.
Pintavam diferente dos Românticos e dos neoclássicos: pintava como se tivesse documentando, sem que sua pintura fosse fiel, exata, verdadeira fotografia da realidade, mesmo porque o Realista era bastante sintético, eliminando o que lhe parecia supérfluo e inexpressivo. Portanto ser Realista não era ser exato, mas verdadeiro.

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