Pintor mexicano, nasceu em 1886 em Guanajuato, no México e faleceu em 1957 deixando um importante trabalho na arte moderna, em geral. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México.
Com uma bolsa de estudo, partiu para a Europa - 1907 / 1921 -, onde se familiarizou com os movimentos modernos, tendo experimentado, também, o cubismo, ao conhecer Picasso. Teve contacto com vários pintores: Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí.
Como ativista político, revolucionário, mulherengo e boêmio, tornou-se amigo de Modigliani, Hemingway, e Trotsky. Foi em Paris que se ligou aos vanguardistas europeus, levando para o México e Estados Unidos uma forte experiência.
Porém sua arte enraizou-se na tradição mexicana. Foi em 1921, que Álvaro Obregón, amante da arte e reformista político, eleito presidente do México, deu início a um programa de pintura em murais destinados a homenagear o México e seu povo.
Estudou os afrescos italianos, de Tiziano a Miguel Ângelo, aprendendo a moldar a figura humana das massas em movimento. Adaptou os painéis clássicos ao mundo latino. Junto com Orozco e Siqueiros fundou a mais poderosa escola de pintura no novo mundo.
O muralismo é uma arte complexa, com conteúdo social forte e misturando religiosidade com utopias socialistas e agrárias.
Rivera era um homem de personalidade extremamente forte, suas obras são vistas em edifícios públicos, no Palácio Nacional, encontrando-se incompleto pelo motivo de sua morte.
Entre 1930 e 1934 trabalhou nos Estados Unidos. ‘Homem numa Encruzilhada’, no Rockfeller Center, em Nova York, ocasionou polêmica por haver um retrato de Lênin, e foi substituído por um mural de Brangwyr.
Sua principal obra nos Estados Unidos foi uma série de afrescos sobre A Indústria de Detroit, 1932. Trabalhou sobre cavalete, com a técnica de encáustica, porém não era de seu gosto por achá-la uma obra burguesa, ficava apenas em recintos fechados, longe do povo que precisava levantar sua auto-estima e resgatar sua história.
Era um homem grande, com quase 2 metros de altura, feio e com mais de 120 quilos, porém exercia uma forte atração sobre as mulheres. Casou-se por 3 vezes, a segunda, com a pintora Frida Kahlo em 1929, um casamento tumultuado, ela com 21 anos e bissexual, mantinha ainda um relacionamento com Leon Trotski, ele, por sua vez, mantinha um relacionamento com a irmã de Frida, Cristina. Foi uma união muito complicada, uma longa e triste história que não cabe relatar aqui, pois o homem diferencia-se do artista e de sua obra, que é o que fica.
Rivera pintou mais de 4 mil metros de murais, destacando-se os painéis de Rockfeller e a série da ‘Criação do Mundo, onde deuses foram substituídos pelos reformadores. Seus trabalhos beiram a 5 mil desenhos e dois mil quadros. Vê-se em sua obra a influência dos mestres Picasso, Dali, Miro e outros vanguardistas.
Mural de D. Rivera
Com uma bolsa de estudo, partiu para a Europa - 1907 / 1921 -, onde se familiarizou com os movimentos modernos, tendo experimentado, também, o cubismo, ao conhecer Picasso. Teve contacto com vários pintores: Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí.
Como ativista político, revolucionário, mulherengo e boêmio, tornou-se amigo de Modigliani, Hemingway, e Trotsky. Foi em Paris que se ligou aos vanguardistas europeus, levando para o México e Estados Unidos uma forte experiência.
Porém sua arte enraizou-se na tradição mexicana. Foi em 1921, que Álvaro Obregón, amante da arte e reformista político, eleito presidente do México, deu início a um programa de pintura em murais destinados a homenagear o México e seu povo.
Estudou os afrescos italianos, de Tiziano a Miguel Ângelo, aprendendo a moldar a figura humana das massas em movimento. Adaptou os painéis clássicos ao mundo latino. Junto com Orozco e Siqueiros fundou a mais poderosa escola de pintura no novo mundo.
O muralismo é uma arte complexa, com conteúdo social forte e misturando religiosidade com utopias socialistas e agrárias.
Rivera era um homem de personalidade extremamente forte, suas obras são vistas em edifícios públicos, no Palácio Nacional, encontrando-se incompleto pelo motivo de sua morte.
Entre 1930 e 1934 trabalhou nos Estados Unidos. ‘Homem numa Encruzilhada’, no Rockfeller Center, em Nova York, ocasionou polêmica por haver um retrato de Lênin, e foi substituído por um mural de Brangwyr.
Sua principal obra nos Estados Unidos foi uma série de afrescos sobre A Indústria de Detroit, 1932. Trabalhou sobre cavalete, com a técnica de encáustica, porém não era de seu gosto por achá-la uma obra burguesa, ficava apenas em recintos fechados, longe do povo que precisava levantar sua auto-estima e resgatar sua história.
Era um homem grande, com quase 2 metros de altura, feio e com mais de 120 quilos, porém exercia uma forte atração sobre as mulheres. Casou-se por 3 vezes, a segunda, com a pintora Frida Kahlo em 1929, um casamento tumultuado, ela com 21 anos e bissexual, mantinha ainda um relacionamento com Leon Trotski, ele, por sua vez, mantinha um relacionamento com a irmã de Frida, Cristina. Foi uma união muito complicada, uma longa e triste história que não cabe relatar aqui, pois o homem diferencia-se do artista e de sua obra, que é o que fica.
Rivera pintou mais de 4 mil metros de murais, destacando-se os painéis de Rockfeller e a série da ‘Criação do Mundo, onde deuses foram substituídos pelos reformadores. Seus trabalhos beiram a 5 mil desenhos e dois mil quadros. Vê-se em sua obra a influência dos mestres Picasso, Dali, Miro e outros vanguardistas.
Líder agrário Zapata / 1931
Mural de D. Rivera
Detroit Industry / 1932
Mural em São Francisco



20 comentários:
Nuestro querido, controvertido y gran Diego Rivera; el amor de Frida, hermosa explicación de su obra como todo lo que hace mi gran amiga Tais!
Estuve fuera dos semanas, ya estoy por aquí de nuevo, visitando a los amigos.
Un abrazo agradecido!
Olá Tais,
Mais uma vez, por uma boa razão, agora o trabalho de Rivera, sáudo este espaço de arte e cultura.
Um bálsamo para os olhos, pleno de informação.
Até breve, um abraço
Gostei do mural maia e do mural de Detroit.
Foi muito detalhista nestes desenhos.
Ao passo que é simplicista no desenho que inicia o texto no blog.
Direto do Rio.
Beijos.
Tais.
Desculpe pela troca de nomes. É que estou enviando a mesma mensagem para todos os blogs que me seguem, por conta do roubo da minha conta. Daí eu troco o nome das pessoas... Mais esquecí no teu caso. Já corrigido.
Beijos.
Oi, Léo, achei estranho meu nome trocado, vi que não era para o meu blog, e por isso não postei o comentário; já tinha um! Espero que recuperes junto ao google.
Mas vou no teu novo blog, como todos teus leitores. Obrigada pelo aviso.
tais
Pois Taís a obra do artista fica e no caso de Rivera que grande obra!...
Um abraço
Tais,
suas postagens sempre me iluminam, trazem a beleza aos meus olhos. Obrigada.
bjs
Este mar de fresco azul
Estas pedras sentinelas constantes
Estas ondas que adormecem nelas
Vieram do mundo em formas navegantes
O amargo das uvas verdes
Cede ao sorriso do astro rei
O doce invade os sentidos
E a ternura impõe a sua lei
Boa semana
Mágico beijo
Eu gosto muito da fase muralista do Rivera e,como no comentário de CANTO EN FLOR,logo pensei na Frida.
Quero aproveitar pra te mandar um abraço virtual e um beijo idem pelo Dia do Amigo.
São datas,nada mais que datas fixadas, mas sempre pretexto para a gente expressar carinho e admiracãopela tua pessoa humana e pelo teu lindo trabalho.
Thereza
"o homem diferencia-se do artista e de sua obra, que é o que fica."
Muito bem dito.
Uma obra magnífica.
Obrigado.
Taís: Para mim é sempre um ato de alegria ler o seu blog. Ele é sucinto, bem escrito e passa a seriedade do seu trabalho. Amei suas palavras quando disse:" o homem diferencia-se do artista e de sua obbra, que é o que fica." Lindo!
Olá Taís, igualmente te agradeço por seguir meu blog, sou eu mesma quem pinta todas aquelas telas que tenho postadas no blog. Também te agradeço por elogiar meu trabalho, é uma honra receber um elogio seu.
Bjos, Lú!
Eu adoro os murais de Diego Rivera!
Beijo Tais
Oi Taís!
Todo artista merece respeito, e Diego Rivera, é um artista que merece a nossa admiração, por deixar em suas pinturas um mundo de detalhes e cada qual com seu significado. Uma pintura mto humana, e teatral.
Adorei a postagem, a forma como foi elaborada, e a escolha das pinturas...parabéns!
Bjs.
Wal.
Diego Rivera é um dos grandes. Sempre foi e será (nao como o mito "de moda" Frida Kahlo). Obrigado!
Tais,
Um belo post.
Abraço e obrigado
Não conhecia.
Obrigado.
Bjs
Olá, Tais! Passando pra conhecer teu blog. Mais uma gaúcha no mundo infinito e brilhante da arte!
Parabéns! Já te sigo.
Abraço.
Sera que dá para realmente separar o homem com a tua arte?
Acho dificil esta separação, pois ambos acabam influenciando um ao outro...
Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.
Taís,passear pelo teu blog, é visitar ao mesmo tempo, todos os museus do mundo, segmentado na sua essência maior.Emoções me perpassam
ao deparar com tuas postagens, tua lisura e requintado gosto, de quem tem nas veias o despertar, o transcender e tranpor as barreiras do humano, compondo o divino.
Parabéns pela grande artista que é.
De joelhos.Izildinha.
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