18 de julho de 2009

O MURALISTA DIEGO RIVERA



Diego Rivera

Pintor mexicano, nasceu em 1886 em Guanajuato, no México e faleceu em 1957 deixando um importante trabalho na arte moderna, em geral. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México.

Com uma bolsa de estudo, partiu para a Europa - 1907 / 1921 -, onde se familiarizou com os movimentos modernos, tendo experimentado, também, o cubismo, ao conhecer Picasso. Teve contacto com vários pintores: Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí.

Como ativista político, revolucionário, mulherengo e boêmio, tornou-se amigo de Modigliani, Hemingway, e Trotsky. Foi em Paris que se ligou aos vanguardistas europeus, levando para o México e Estados Unidos uma forte experiência.

Porém sua arte enraizou-se na tradição mexicana. Foi em 1921, que Álvaro Obregón, amante da arte e reformista político, eleito presidente do México, deu início a um programa de pintura em murais destinados a homenagear o México e seu povo.

Estudou os afrescos italianos, de Tiziano a Miguel Ângelo, aprendendo a moldar a figura humana das massas em movimento. Adaptou os painéis clássicos ao mundo latino. Junto com Orozco e Siqueiros fundou a mais poderosa escola de pintura no novo mundo.

O muralismo é uma arte complexa, com conteúdo social forte e misturando religiosidade com utopias socialistas e agrárias.

Rivera era um homem de personalidade extremamente forte, suas obras são vistas em edifícios públicos, no Palácio Nacional, encontrando-se incompleto pelo motivo de sua morte.

Entre 1930 e 1934 trabalhou nos Estados Unidos. ‘Homem numa Encruzilhada’, no Rockfeller Center, em Nova York, ocasionou polêmica por haver um retrato de Lênin, e foi substituído por um mural de Brangwyr.

Sua principal obra nos Estados Unidos foi uma série de afrescos sobre A Indústria de Detroit, 1932. Trabalhou sobre cavalete, com a técnica de encáustica, porém não era de seu gosto por achá-la uma obra burguesa, ficava apenas em recintos fechados, longe do povo que precisava levantar sua auto-estima e resgatar sua história.

Era um homem grande, com quase 2 metros de altura, feio e com mais de 120 quilos, porém exercia uma forte atração sobre as mulheres. Casou-se por 3 vezes, a segunda, com a pintora Frida Kahlo em 1929, um casamento tumultuado, ela com 21 anos e bissexual, mantinha ainda um relacionamento com Leon Trotski, ele, por sua vez, mantinha um relacionamento com a irmã de Frida, Cristina. Foi uma união muito complicada, uma longa e triste história que não cabe relatar aqui, pois o homem diferencia-se do artista e de sua obra, que é o que fica.

Rivera pintou mais de 4 mil metros de murais, destacando-se os painéis de Rockfeller e a série da ‘Criação do Mundo, onde deuses foram substituídos pelos reformadores. Seus trabalhos beiram a 5 mil desenhos e dois mil quadros. Vê-se em sua obra a influência dos mestres Picasso, Dali, Miro e outros vanguardistas.



 
            Zapata - Lider agrário-1931


Mural de D. Rivera

Detroit Industry / 1932

Mural em São Francisco