10 de junho de 2010

O EXTRAVAGANTE ANDY WARHOL


- tais luso de carvalho

Hoje quis postar algo de um artista que, gostando ou não, foi um homem excêntrico e um ícone dos anos sessenta: Andy Warhol. E justamente por ter sido muito diferente é que resolvi trazer um pouco da personalidade dele. Sobre sua obra postarei num próximo capítulo. É bom conhecer, primeiro, a sua personalidade, para entender o seu trabalho.

Captar um mundo novo que surgia com o culto às celebridades, com a democratização dos bens de consumo e com a exibição de sua vida pessoal, tornando-a publica, estava no esquema de Warhol, uma vez que era obcecado por fazer parte do mundo das celebridades.




Seu estúdio originou-se de uma antiga fábrica de chapéus em Manhattan, com 496 metros quadrados. Foi decorado todo em cor prata pelo amigo Billy Linich - seu assistente pessoal – que, usando sua criatividade, resolveu cobrir todas as paredes com papel alumínio, e o chão, vaso sanitário, maçanetas, janelas e portas que foram pintados com tinta spray cor prata.

Sua mesa de trabalho e seu famoso sofá foram achados na rua, onde vasculhava os lixos de Nova York, porque ali achava materiais que brilhariam se cobertos com spray prateado. E esta cor se tornou a marca registrada de seu studio que viria a se chamar Factory, misterioso e cheio de glamour.



A vida de Warhol era euforia pura, com uma dose diária de ¼ de anfetamina que tomava desde 1963 por ter se achado muito gordo no espelho. Mas nada mais extravagante, para a época, do que suas perucas platinadas, que escondiam uma careca precoce, quando tinha vinte e poucos anos. Warhol era um baixinho feio, desajeitado, careca e com problemas de pele.

Não só driblou todas as dificuldades, como emergiu na sociedade americana da década de 60. Ele e sua turma passaram a ser referência de beleza, moda e comportamento.


Também não só de Óperas e Maria Callas vivia a sua Factory. Viviam por lá os Rolling Stones e o The Velvet Underground. Os amigos circulavam, muitas vezes nus, animados por boas doses de anfetaminas – livres para protagonizarem qualquer tipo de manifestação artística.


Foi de 1964 a 1968 que a Factory foi uma espécie de laboratório, não só de dedicação à criação cultural como um espaço para os encontros sociais. Tudo lá era movido à fofoca e Warhol, sempre pronto para ouvir as últimas.

Para ser amigo de Warhol era preciso ser um bom mexeriqueiro. Através de vários contatos e sempre com a ajuda de assistentes, Warhol finalizou mais de 500 filmes, um disco, um romance e centenas de fotografias.

Seu dia-a-dia era movido por festinhas fúteis, porém entre uma brincadeira e outra, surgia uma obra de arte.

A PRIMEIRA GRANDE FESTA:

Duas ocasiões merecem destaque: a primeira em abril de 1964 ocorreu após o vernissage da segunda exposição de Warhol na Stable Gallery, quando ele transformou o lugar em supermercado, espalhando imitações de caixas de Sabão em pó Brillo, Sucrilhos Kellogg’s, e Catchup Heinz. Para satisfação de Warhol, o ídolo Roy Lichtenstein apareceu especialmente para aquela noite, em que entravam convidados cujos nomes estivessem na lista.

A SEGUNDA GRANDE FESTA:
Aconteceu 1 ano após a primeira, na Factory. Em 1965. A Festa das Cinquenta Pessoas mais Bonitas do Mundo. Assim, bem humilde... Na época Warhol posicionava-se muito bem entre a cultura underground do rock, das drogas e o glamour da moda e das celebridades. A festa juntou personalidades dos dois universos, e por causa desta mistura, em certo momento, o dramaturgo Tennessee Williams, a atriz Judy Garland e o ator Montgomery Clift monopolizaram as atenções.



Warhol não era dado a monopolizar atenções à sua pessoa neste tipo de festas, porém era responsável por instigar nos amigos atitudes inusitadas.

Ricos, pobres, heterossexuais, homossexuais, famosos, marginais sentiam-se impulsionados a deixar levar pelos mais loucos instintos: saíam os freios, reinavam as vontades.

Em junho de 1968 a feminista Valerie Solanas invadiu a Factory e lhe deu 3 tiros. Após uma cirurgia de 5 horas, sobreviveu, porém desativou a Factory. Veio a falecer em 1987 durante uma cirurgia de visícula.
Hoje o prédio da Factory não existe mais.

...Com Mick Jagger 

Fonte: Bravo Cultural

7 comentários:

M. Sueli Gallacci disse...

Mas como era feio, hem...rsss
E loko-de-pedra, também.

O melhor dele são as obras que ele deixou... adorooooo

Vou aguardar o próximo post. Vê se coloca bastante foto, ok?
Que prá mim, é o que interessa...rsss

Bjo Gde!

M. Sueli Gallacci disse...

Tais, voltei só para te perguntar: onde é que o Lennon está com a mão, hem??? (foto bcoxpreto)
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Graça Pereira disse...

Há muitas maneiras de chegar ao topo da fama...ser excêntrico, talvez tenha sido uma delas...depois, um passo, traz todos os outros!
beijo
Graça

wallper.lima disse...

Bom todo artista realmente é estranho...rsrsrs...mas ele era uma peça como tantos outros, que tem seus minutos de fama.
Voltarei para ver as obras.
Obrigada pelo comentário no Wallarte sobre "Rodin" - espere a segunda parte.
Bjos.

Bravo disse...

Adoro o seu blog.
Sou artista plástico e gostaria que visitasse o meu blog. Tenho lá alguns trabalhos postados e gostaria de saber a sua opinião. Visto ser uma pessoa ligada ao mundo das artes.

Um abraço

MENEZES disse...

Faz a simpatia pra São Longuinho, não custa nada! kkkk bjs

JAIRCLOPES disse...

E ainda foi um frasista emérito, é dele a seguinte frase: "No fututo todos serão famosos por 15 minutos". Abraços fraternos, JAIR.