11 de março de 2009

RENÉ MAGRITTE

O filho do homem 1964 / Magritte


 - Tais Luso de Carvalho

René François Ghislain Magritte nasceu em 21 de novembro de 1898, Bélgica. Trabalhou inicialmente como projetista de papeis de parede e anúncios de moda. Sempre permaneceu fiel ao surrealismo - influenciado por De Chirico em 1925. A exceção foi por pouco tempo quando trabalhou, inicialmente com o estilo cubista-futurista.

Estudou entre 1916 e 1918 na Académie Royale des Beaux-Artes em Bruxelas onde desenvolveu-se a maior parte de sua vida, apenas nos anos 1927/1930 viveu em Paris. Um dos grandes artistas do movimento surrealista, e o principal deles na Bélgica.

Freqüentou o Círculo Surrealista, que incluiu Jean Arp, André Bretão, Salvador Dalí, Paul Eluard, e Joan Miró. Em 1928 Magritte tomou parte na exposição surrealista no Galerie Goemans em Paris.

Magritte diferenciou-se dos demais pois quebrara a exploração da arte pelo inconsciente, e optou pela distorção da realidade. Mudava a ordem dos objetos, criava novas figuras. Dizia que o mistério de suas obras estaria exatamente na ausência de sentido.

Por sua enorme imaginação, a clareza de seus efeitos, seu dom humorístico, Magritte foi um dos poucos pintores surrealistas de inspiração natural. Como tantos outros  surrealistas, Magritte dizia que não se devia buscar nenhuma  significação metafórica em suas obras, que o mistério estaria exatamente na ausência de sentido:

'Minhas pinturas são imagens visíveis que não dissimulam nada: elas evocam mistério, e, de fato, quando alguém vê algum de meus quadros, pode fazer esta simples pergunta: O que isso quer significar?'

Por ocasião de sua exposição no Museu de Arte Moderno em Nova Iorque em 1965, viajou para o Estados Unidos pela primeira vez, e no ano seguinte visitou Israel.
Veio a falecer em 15 de agosto de 1967, em Bruxelas, logo depois de sua exposição no Museu Boymans.


La thérapeute - 1941
 The Human Condition - 1935

Gonconda / 1953

Madame Recamier - 1951