9 de julho de 2009

AUGUSTE RENOIR

O Jardim


 - Tais Luso de Carvalho

Pierre Auguste Renoir, nasceu em 1841 na região de Limoges / França. Foi o pintor impressionista de maior popularidade e teve o reconhecimento da crítica ainda em vida. De uma pintura alegre e otimista, seus trabalhos retratam a vida parisiense do século XIX, onde as pessoas se movimentavam num ambiente feliz e cheio de cores. Tudo era festa; tudo alegria. Mostra, em algumas telas, certa influência do rococó.

Aderiu claramente ao impressionismo com a obra 'La Grenouillière', onde retrata a luz do sol de um dia alegre. Esse quadro também foi pintado por Monet, dando assim destaque e fama às duas telas, mostrando como os dois artistas davam importância aos reflexos de luz.

La Grenouillière era o nome de um restaurante, em Paris, muito freqüentado aos domingos. Renoir e Monet pintaram esta mesma cena e tanto nas diferenças como nas semelhanças ganham destaque. Renoir ressalta mais as pessoas se divertindo, enquanto Monet ressalta mais a natureza, tirando da luz solar claridade e sombra. Menos alegre, mas não menos bonito.

Com os impressionistas veio o fim das atitudes fixas e do protocolo. Porém não eram muito aceitos, o povo ria de suas 'tolices'. Isso não levou muito a se desfazer, uma vez que após a guerra franco-prussiana em 1870, com tamanha carnificina, os impressionistas retratavam os parques, as flores e a alegria de viver. Renoir apostou no efeito descritivo da cor; com pinceladas curtas e suaves matizes de cores apuradas, criou contornos delicados e pouco nítidos. Assim todos os elementos do quadro se confundem e parecem desvanecer-se. 

Por detrás destes véus de cor escondem-se detalhes já quase imperceptíveis, pouco nítidos, o chamado sfumato, desenvolvido por Leonardo da Vinci. Foi assim um precursor da pintura abstrata do séc. 20. Depois de 1880, Renoir abandonou a pintura da impressão pura e orientou-se cada vez mais pelas obras de Ingres e de outros pintores do Classicismo, que dotavam os seus quadros de uma estrutura consciente e clara. Renoir só regressou à livre pintura impressionista  nos últimos anos de sua criação artística.

Ainda, por volta de 1890, começou a sofrer de reumatismo, perdendo a liberdade de movimentos e, em 1903 mudou-se para o sul da França. Em 1912, mesmo já confinado em uma cadeira de rodas, continuou pintando e dedicando-se à escultura até o fim de sua vida. Porém já muito debilitado, veio a contratar assistentes para executar seus projetos.

Mas, à partir de 1890 Renoir já é famoso não só na França mas no mundo. Suas mulheres nuas e opulentas são disputadas a peso de ouro. 

'Para mim, um quadro tem que ser principalmente belo, encantador e agradável, sim, realmente bonito. Existem suficientes coisas desagradáveis, não precisamos de criar mais' - postulava Renoir. 

Por conseguinte ele foi considerado o pintor dos aspectos agradáveis da vida. O jogo da luz do sol, a representação de reflexos, mas sobretudo as figuras humanas à luz natural são os principais conteúdos dos quadros de Renoir.

Em 1914 acabou-se a 'belle époque'; acabaram-se os bailes, sumiram as luzes e os quadros alegres. Acabaram-se o otimismo, a vibração das cores, das folhas, momentos de felicidade, dos seios nus, dos sorrisos, das águas claras, das manhãs iluminadas que marcaram um dos maiores momentos de todos os tempos: Renoir falece em 1919 em Cagnes-sur-Mer.



Menina com as espigas

Os remadores

Le Moulin de la galette 

Algumas obras de Auguste Renoir:

 Mulher com sombrinha 
  O Camarote 
Le Moulin de la Galette 
 Madame Georges Charpentier e suas filhas
Remadores em Chatou
Elizabeth e Alice de Anvers 
A dança em Bougival
Mulher amamentando
As grandes banhistas
Menina com espigas
Menina jogando criquet
Ao piano
 Odalisca
Retrato de Claude Renoir 
entre outras...

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12 comentários:

antonior disse...

Tendo a opinião que tenho e expressamente manifesto, devo ponderar cada palavra que uso ao falar do impressionismo.
Gosto de muita coisa feita dentro da corrente. Mais importante, aceito o seu potencial artístico e a sua poderosa comunicação.
Contextualizando as obras nos acontecimentos da História política e das ideias tudo faz mais sentido. Contextualizado no panorama artístico afectado pelas guerras até o "ready-made" do Duchamp se percebe. No entanto, perceber não é aceitar, e aceitar não implica uma convivência descontraída com as consequências desastrosas dos caminhos abertos. Reconheço que essa responsabilidade já pertence a outros.

Portanto, bebamos com os olhos a beleza que Renoir deixou...

Até breve
Abraço

wallper.lima disse...

Falar de Renoir é falar de beleza, harmonia, luz, cores perfeitas, explorando principalmente a composição de cores complementares.
Renoir se destacou justamente por ter seu jeito pessoal de ver o mundo, e expressa-lo através de suas telas.
Adorei a postagem, realmente é um pintor que nunca cansaremos de mostrar, pois suas pinturas são belíssimas!
Bjs.
Wal.

PATRICKÍSSIMO disse...

Ah, esses mestres da pintura mundial!

Ah, esses mestres!

Ah, esse monsieur Renoir!

Estive por aqui.

Rafael Costa disse...

Oi Tais,

Procurando por Frida Kahlo, acabei caindo nessa enciclopédia sobre artes visuais. Nossa, amei e me tornei seguidor daqui.

Queria ter feito artes visuais, porém contratempos não deixaram e acabei caindo na arquitetura. Já estou na 3ª fase. Mas o que eu quero mesmo é ser escritor.

Espero que tenha gostado do meu blog, acredito que sim por ter se tornado seguidora do mesmo e claro:

Bem vinda a Infinita Mentira do Ser.

Beijos


Rafa

CARLA FABIANE... disse...

AMIGA...
'''''''''''Renoir"""""""" É PURA POESIA...
UM BEIJO NO CORAÇÃO!

Delfim Peixoto disse...

Um dos meus preferidos de entre muitos
Bjs

Vieira Calado disse...

Muito bom, este seu post!

Bem haja!

vale a pena disse...

Este post do Renoir me fez muito bem, pois, apesar de amar as suas obras, há muito não estava diante de suas imagens. Eu nunca vi uma de perto. Confesso:maior frustração.

Daniel Savio disse...

Engraçado, o artista que sempre queria retratar belas coisas, como retrataria o teu próprio enterro...

Parece uma pergunta sem lógica, mas penso que ele não gostaria que o enterro dele fosse retratado de uma forma triste (pensando no legado que ele queria deixar para humanidade, que viu coisas belas no mundo, mesmo o mundo sem um local meio triste)...

Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.

Kárcio Sángeles disse...

Acesse: http:\\palcodamente.blogspot.com

http:\\palcodahistoria.blogspot.com

linda lourenco disse...

OLA TAIS!que maravilha é a senhora!o seu blog esta repleto de magia nos seus trabalhos,a sua escrita,e com sabedoria!tanta simpatia e para nós,visitantes que agradável visita!voltarei de certeza!Procurava pesquisa sobre o grande AUGUSTE RENOIR meu pintor preferido,pelas cores,emoções e movimento que ele sabia transmitir.OBRIGADA;TAIS de partilhar tanta arte.A sua e a dos outros.Um verdadeiro artista é isso,dar ainda mais de aquilo que tem.beijinhos.Ate breve.

victoria disse...

Mi querida amiga tienes un blog lleno de pintores españoles,pintores que he admirado desde muy pequeña,tantas veceshe vistoy me he quedado admirando en el Museo Del Prado..Gracias por compartir.Con cariño Victoria