19 de agosto de 2009

ESCOLA FRANCESA DE BARBIZON

As respingadeiras / Millet


A REVOLUÇÃO DA ESTÉTICA

Na segunda metade do século XIX, Paris assumiu a posição como centro dinâmico da arte moderna, situação que conservou até pouco depois da 2ª Guerra Mundial. Concentrados em alguns dos seus lugares mais típicos, como os bairros de Montmartre e de Montparnasse, artistas, pintores, escultores, gravuristas, escritores de todas as nacionalidades se reuniam para aspirar o clima criativo que emanava daquele excitante convívio.

Muitos resistiram prender-se à vida no ateliê, como também passaram a hostilizar o que era produzido pelas Academias de Belas Artes. Romperam com os ditames canônicos da arte, herdadas desde o tempo do Renascimento, impondo ao mundo ocidental a mais radical transformação estética que se conheceu.

Em 1824 o Salão de Paris exibiu uma exposição do pintor John Constable. Suas cenas rurais influenciaram alguns artistas jovens: tudo seria natural e também passaram a não pintar a natureza apenas como pano de fundo, servindo à cenas dramáticas ou mitológicas.

ESCOLA DE BARBIZON

Vários artistas, que integravam o realismo pictórico francês, começaram a se reunir no povoado de Barbizon e a seguir as idéias de Constable: eram Rosseau, Millet, Camille Carot, Daubigny, Narcisse, Virgilio Diaz, Troyon, Jules Dupré entre outros que, formando um grupo, reagiram ao formalismo romântico do Delacroix. Esse movimento deu-se entre 1830 a 1870, próximo ao povoado, no bosque de Fontainebleau.

O estilo continuava sendo o realismo, porém de entonação ligeiramente romântica, que se caracterizava por sua especialização quase que exclusiva em paisagens e o estudo direto do natural. Influenciou o resto da pintura francesa do século XIX, em especial o impressionismo.

Alguns desses pintores - como Milet - foram além da idéia original incluindo figuras em suas paisagens, como personagens da vida campestre e de seu trabalho. Para eles era mais importante o homem do que o cenário natural. Mas sem dramaticidade nem intenção de denúncia social. Tanto Millet como Russeau faleceram em Barbizon.

(fonte: historiador Voltaire Schilling, in A Revolução da Estética)

Catedral de Salisbury / John Constable

7 comentários:

  1. A arte, mesmo quando não pretende denunciar, denuncia. Há nela uma linguagem múltipla que se desvenda através de cada olhar lançado sobre ela. É isso que me encanta!

    Bjos e bom finds!

    ResponderExcluir
  2. Nossa, arte bem impressionante, pois parece fografias, principalmente a Catedral de Salisbury...

    Fique com Deus, menina Tais.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  3. ...e eu, toda vez que por aqui passo, fico aprendendo. Aprendendo de uma forma fácil, como se existisse uma simbiose entre o gostar e aprende automáticamente. Como se existisse uma simbiose? Voce cria esta smbiose da forma mais instintiva possíel. Que rico Blog!!!!! Abraco forte
    Ricardo

    ResponderExcluir
  4. Querida Tais, eu simplesmente amei
    o teu blog! Adoro pintura e todas
    as manifestações de arte!
    Agora vou arrumar um tempo para
    vê-lo inteiro, desde o começo.

    Grande abraço e obrigada por
    tanta beleza!

    ResponderExcluir
  5. Gosto de pintura, principalmente a dos clássicos que me transpõem para um tempo que eu não vivi mas que, através da sua arte, eu consigo captar a alma,a vivência de cada época. Parabens por este blog, Graça

    ResponderExcluir
  6. São trabalhos de grande beleza. Na minha preferência Millet, pelos temas, pelo olhar, pela paleta cromática, pela composição, por tudo o que se não pode descrever com palavras....

    Beijinhos

    P.S. - Respondi ao seu último comentário na "Fénix" na mesma página em que o fez

    ResponderExcluir
  7. Tais: Nem sempre eu comento, mas acompanho todos os seus posts, pois acho-os maravilhosos e muito aprendo com eles, além de admirar muito o seu modo de escrever. Que bom que vc exisite. Um bj .

    ResponderExcluir

MUITO OBRIGADA PELO SEU COMENTÁRIO - VOLTE SEMPRE.