4 de novembro de 2010

VITRAL / UM POUCO DA HISTÓRIA


Catedral de Chartres    (clique para aumentar)
   
Ocupando o espaço que corresponde a uma janela o vitral tem a função tanto decorativa quanto de iluminação. Confeccionado com pedaços de vidros coloridos e transparentes, eram unidos entre si, à princípio, por meio de nervuras metálicas. Era empregado nas catedrais e construções góticas.

Embora pareçam tão antigos quanto os vidros, na realidade os vitrais só foram difundidos a partir do século X, na França.

Vinculado, ainda à arquitetura, a técnica de produção de vitrais teve seu apogeu no séc. XIII e foi caindo em desuso no séc. IV, para se aproximar da pintura. Entrou em franca decadência no séc. XVI. Dessa maneira acabou por perder em grande parte a importância que tivera na arte medieval.

Não restou nenhum vitral do séc. X: o da catedral de Reims / França, foi inteiramente destruído e o da catedral de Magdebourg, construída no ano 1000 foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.

Do séc. XI sobreviveu alguns exemplares como o da catedral de Augsburgo / Alemanha e de Le Mans / França. Este último reúne quatro painéis sobre a Ascensão de Cristo, de composição não inteiramente gótica, mas um pouco românica. Em muitos desses vitrais a importância da luz e da cor é maior do que a do desenho.

Já no séc. XIII, o potássio – que formava bolhas nos vidros e favorecia sua decomposição pela refração da luz – foi substituído pela soda, na composição dos vidros, e as nervuras passaram a ser montadas com barras de ferro cobertas de chumbo. Essas mudanças explicam a evolução do vitralismo e a excepcional qualidade das obras produzidas nessa época.

O vitral de maior importância produzido na idade Média é o da catedral de Chartres, seguido pelo de Bouges, ambos executados pelos mesmos ateliers de vitralistas em princípio do séc. XIII.

Nessa época floresceu ateliers em toda a França, com estilos não muito diferentes, mas variando nas cores. Desenvolveram-se, também, ateliers na Alemanha e Inglaterra.

Com quase totalidade, os vitrais até aqui sofreram influência bíblica, porém no séc. XV começaram a apresentar figuras mais naturalistas, com animais, objetos e flores. As nervuras passaram a ser esmaltadas, os desenhos mais delicados como na igreja de Montmorency.

No séc. XIX ocorreu uma tentativa de retomada do vitralismo, através do estilo gótico. Eugènne E.Villet-le-Duc restaurou em 1848 a Saint-Chapelle para o que foi necessário repesquisar as técnicas dos séculos XII e XIII que se haviam perdido. A composição de vitrais no séc. XX aparece ligada às pesquisas de pintura como as experiências de luz e cor do abstracionismo.

Servindo de acessório à arquitetura os vitrais foram utilizados na capela de Notre Dame Du Hant, construída entre 1950 e 1955 por Le Corbusier, em Ronchamp. Dentre os vritralistas contemporâneos destacam-se o alemão Karl S. Rotluff e o inglês Hogan – criadores da igreja São Tomás, em Nova York.

    
Saint Chapelle - clique para aumentar
Gaudi

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9 comentários:

Missionária Bella Dourado disse...

Parbéns! Este blog é uma "espécie de janela" que nos leva a lugares secretos. Adorei ; Amei tem tanta informação que preciso voltar muitas vezes para conseguir dar conta de ler , entender, e apreciar.
Parabéns por ter montado um espaço cultural tão bonito, cheio de informação e de livre acesso.

Bjs e Felicidades no seu trabalho

Malu disse...

Acho os vitrais mágicos.
O sol a entrar e transformar-se em todas as cores através dos pedacinhos coloridos de vidro.
Postagem informativa que me remeteu a visões poéticas.
Abraço, amiga

OWiMan disse...

One of the best painted glass that I fond in my travel (france - Fecamp)

http://lh6.ggpht.com/_nlXysXPngUY/SKFN-tvKu8I/AAAAAAAAD3w/sxycdvFFNxU/s512/Etretat%20368.jpg

Graça Pereira disse...

Gosto de vitrais que coam luzes de várias cores e que criam um ambiente intimista, convindando-nos a subir a um outro patamar mais espiritual.
Agora quando estive em Liverpool visitei a catedral anglicana (um dos maiores edifícios do mundo) que me surpreendeu com os seus vitrais magnifícos. A Catedral católica que conta com pouco mais de trinta anos, tambem os apresenta mas não com tanta magnificência!
O teu post de hoje tráz-nos vitrais riquissimos bem como o seu historial tão importante!
Bem-hajas.
Um beijo
Graça

Eloisa Floriano Fasulo disse...

Olá Tais,me encantei com seu blog.
Simplesmente lindo.
Abraços.

M. Sueli Gallacci disse...

Taís, o post está lindo! Eu me encanto com os vitrais, aliás tudo que é de vidro, ADOROOOOOO

Não sabia nada sobre vitrais, agora sei tudo rsrsrs

E esse post me deu uma idéia, acho que vou pesquisa no Santo Google a origem do vidro e se ele ainda é fabricado da mesma maneira primitiva: areia e fogo.

Ou será que eu devo esperar por um post que fale sobre isso? rsrs

Sou daquelas bem folgada, né...

Bjos.

Rodrigo Passos disse...

maravilhoso!

Maria disse...

Excelente post minha amiga.
Tenha um Domingo maravilhoso e uma belissima semana.
Beijinhos
Maria

Silvia Pilagallo disse...

Olá, adorei seu blog, já estou te seguindo. Todas assuntos interessantes, obrigada por compartilhar! Adoro vitrais em minha última viagem fiquei maravilhada com as 'chapples' que visitei...encontrei vitrais riquíssimos! Abs