20 de março de 2009

TAMARA DE LEMPICKA


auto-retrato no Bugatti verde

Tamara nasceu em Varsóvia, em 1898 com o nome de Maria Górska. Passou a chamar-se Tamara de Lempinka ao chegar em Paris após a Revolução Russa, em 1917. Nascida em uma família rica – filha de pai advogado e mãe socialite, Tamara pode freqüentar a noite parisiense nos anos 1920 tornando-se amiga de Picasso, D'Annunzio, Greta Garbo, André Gide e Jean Cocteau.

Em 1916 casou-se com o advogado Tadeusz Lempicka, em São Petersburgo, Rússia. Durante a Revolução Russa - 1917 -, seu marido foi preso pelos bolcheviques, porém com a intervenção de Tamara foi liberado.

Seu auto-retrato em um Bugatti verde, com luvas e capacete tornou-se uma de suas obras mais conhecidas; uma das maiores expoentes da art déco.

Tamara estudou sob a tutoria de Maurice Denis e André Lhote onde rapidamente desenvolveu um estilo único, conhecido como de vanguarda da art déco, definido por alguns como um leve cubismo.

Em 1918, estudou pintura na Académie de la Grand Chaumière, tornando-se discípula do pós-impressionista Maurice Denis e do neocubista André Lhote.

Tamara era bela, emancipada, moderna e escandalosa. Seus casos - era bissexual -, causavam escândalo, pois não fazia questão de esconder seu envolvimento com mulheres em círculos de artistas e escritores, como Violet Trefusis, Vita Sackville-West e Colette.

Tadeusz e Tamara separaram-se em 1927 e divorciaram-se no ano seguinte.

Sua vida inclinada aos amigos, amantes, a uma certa devassidão e também a sua filha Kizette - com quem nunca teve um bom relacionamento - fazem parte de suas telas.
Seu estúdio era em sua casa, decorado finamente por sua irmã arquiteta, e onde retratava pessoas importantes da época.

No ano de 1933, Tamara casou-se com o Barão Raoul Kuffner e, em 1939 mudaram-se para Beverly Hills, na California.

Em 1941, após conseguir retirar a filha da Paris ocupada pelos nazistas, expõe suas obras em exposição organizada em Nova Iorque; obras que abordavam temas religiosos e com gente comum. Não foi aceito nem pelo público, nem pela crítica, foi um fracasso; não era o estilo de Tamara. Em 1943, se muda para a Big Apple.

Tentou, também, o abstracionismo e a pintura espatulada por volta de 1960, sem muito sucesso.

Com a morte do marido, em 1962, parou de pintar e se muda, primeiro para Houston, no Texas, e em 1978 para Cuernavaca, no México, aonde vem a falecer, em 1980.

Em seu testamento deixou sua vontade para que suas cinzas fossem lançadas pela filha Kizette sobre o vulcão Popocatepetl. Até nisso foi excêntrica.