O Grito - 1893, representa uma figura torturada pelo horror. É seguramente a mais conhecida e a mais expressiva.
Munch, pintor norueguês, um dos precursores do expressionismo, nasceu na cidade de Löyten, no ano de 1863. Pintor, água-fortista, litógrafo, xilógrafo foi um dos poucos pintores escandinavos a ter sucesso mundial.
Teve uma infância traumática – o pai era exageradamente devoto, beirando a demência, e a mãe e irmã mais velha morreram de tuberculose, quando ainda pequeno.
Deixava a perspectiva social (fase naturalista, década 1880), para mergulhar numa profunda reflexão sobre a condição e o destino humanos. O resultado foram obras de um expressionismo especial, marcado pela condição de um artista atônito, angustiado, participante do sofrimento e do aviltamento das pessoas.
'Já é tempo de pararmos de pintar cenas de interiores, com pessoas lendo ou mulheres fazendo meias. Devemos criar pessoas vivas que respiram, sentem, sofrem e amam'. Essas palavras expressas em um diário do pintor, dão a medida da forma com que Edvard Munch encarava sua obra. Procurou pintar a vida sem falsos pudores.
Munch aprofundou-se na sordidez, no mundo dos degenerados, dos loucos, da miséria; viveu uma época trágica. Assistiu à ascensão e as primeiras vitórias do nazismo e foi perseguido preso e espancado. Denunciou, em seus quadros, o totalitarismo e a guerra. Apesar de não podermos classificar a pintura de Edvard Munch num único movimento, ele é geralmente considerado um pioneiro do Expressionismo.
Foi influenciado por Bosch, Bruegel, El Greco, Van Gogh e Goya, tornando-se o gigante desse movimento - Expressionismo - estilo que representa as sensações subjetivas d’alma, as expressões e não expressões, transmitidas à realidade.
Certos temas como a inveja, a doença, o despertar do desejo sexual aparecem em suas pinturas com uma intensidade, muitas vezes, próximas do delírio.
Na década de 1890 trabalhou na série 'Friso da Vida' – um poema de vida, amor e morte, sendo a mais famosa pintura dessa série 'O Grito'.
Sobre sua mais importante obra 'O Grito', diria que é um trabalho de profundo desespero existencial, uma das mais importantes obras do expressionismo.
Em 1892 expôs mais de 50 pinturas na Kunstlerverein – União dos Artistas de Berlim -, causando tanta comoção que a exposição teve de ser suspensa. O conjunto de obras retratava as manifestações da vida humana, com rostos lineares, desesperados. Viveu em Berlim de 1892 a 1908.
'A doença, a loucura e a morte foram os anjos negros que vigiaram sobre meu berço'. Escrevia enquanto suas pinturas mostravam a neurose que o atormentava. Para ele, a pintura consistia num ato de libertação individual.
'Eu não me desfaria da minha doença, pois há muita coisa em minha arte que devo a ela.'
Porém logo em seguida dedicou-se à sua cura abandonando o imaginário familiar. A angústia de sua obra desapareceu dando lugar a uma pintura mais extrovertida, como paisagens, retratos, figuras de trabalhadores na neve. Em suma, uma pintura mais calma, de colorido mais leve e claro.
Suas exposições sempre foram tumultuadas. Assim mesmo influenciou toda uma época, inclusive os brasileiros Oswaldo Goeldi e Lazar Segal. Suas telas, além de trágicas e depressivas, são misteriosas, vê-se isso nas telas ‘Puberdade’ – a dúvida de uma adolescente; 'O Dia Seguinte', onde mostra uma prostituta esmagada pela sociedade vendendo seu corpo desengonçado, entre tantas outras.
Entre tantas telas de igual importância cito: A menina doente, Amor e dor, Cinzas, Entre o relógio e a cama, O tronco amarelo, Madonna, Ansiedade, Morte na enfermaria, Vermelho e branco, Auto-retrato com garrafa de Vinho...
Em 1916 passou a levar uma vida solitária, mas criando vários auto-retratos. Veio a falecer em sua propriedade de Sköyen / 1944, aos 81 anos. Legou todas as obras, que ainda possuía à cidade de Oslo, hoje no Museu Munch.
Destacou-se como um dos mais importantes artistas europeus, Munch só obteve reconhecimento ao fim de sua vida e depois de sua morte. O expressionismo moderno desenvolveu-se, como escola definida, a partir dele e de Van Gogh.
Em 1908 sofreu um colapso mental, ocasionado pelo álcool, pelo excesso de trabalho e por um frustrado caso amoroso com uma mulher casada. Foi internado numa clínica de Copenhague. Saiu meses depois e voltou para Noruega onde morou até falecer.
Como Leonardo da Vinci estudou a anatomia humana e dissecou cadáveres, Munch procurou dissecar as almas. Em 23 de Janeiro de 1944 morreu tranquilamente em Ekely. Deixou sua propriedade à cidade de Oslo, a qual abriu o Munch-Museum em 1963 para celebrar o centenário de seu nascimento.
Teve uma infância traumática – o pai era exageradamente devoto, beirando a demência, e a mãe e irmã mais velha morreram de tuberculose, quando ainda pequeno.
Deixava a perspectiva social (fase naturalista, década 1880), para mergulhar numa profunda reflexão sobre a condição e o destino humanos. O resultado foram obras de um expressionismo especial, marcado pela condição de um artista atônito, angustiado, participante do sofrimento e do aviltamento das pessoas.
'Já é tempo de pararmos de pintar cenas de interiores, com pessoas lendo ou mulheres fazendo meias. Devemos criar pessoas vivas que respiram, sentem, sofrem e amam'. Essas palavras expressas em um diário do pintor, dão a medida da forma com que Edvard Munch encarava sua obra. Procurou pintar a vida sem falsos pudores.
Munch aprofundou-se na sordidez, no mundo dos degenerados, dos loucos, da miséria; viveu uma época trágica. Assistiu à ascensão e as primeiras vitórias do nazismo e foi perseguido preso e espancado. Denunciou, em seus quadros, o totalitarismo e a guerra. Apesar de não podermos classificar a pintura de Edvard Munch num único movimento, ele é geralmente considerado um pioneiro do Expressionismo.
Foi influenciado por Bosch, Bruegel, El Greco, Van Gogh e Goya, tornando-se o gigante desse movimento - Expressionismo - estilo que representa as sensações subjetivas d’alma, as expressões e não expressões, transmitidas à realidade.
Certos temas como a inveja, a doença, o despertar do desejo sexual aparecem em suas pinturas com uma intensidade, muitas vezes, próximas do delírio.
Na década de 1890 trabalhou na série 'Friso da Vida' – um poema de vida, amor e morte, sendo a mais famosa pintura dessa série 'O Grito'.
Sobre sua mais importante obra 'O Grito', diria que é um trabalho de profundo desespero existencial, uma das mais importantes obras do expressionismo.
Em 1892 expôs mais de 50 pinturas na Kunstlerverein – União dos Artistas de Berlim -, causando tanta comoção que a exposição teve de ser suspensa. O conjunto de obras retratava as manifestações da vida humana, com rostos lineares, desesperados. Viveu em Berlim de 1892 a 1908.
'A doença, a loucura e a morte foram os anjos negros que vigiaram sobre meu berço'. Escrevia enquanto suas pinturas mostravam a neurose que o atormentava. Para ele, a pintura consistia num ato de libertação individual.
'Eu não me desfaria da minha doença, pois há muita coisa em minha arte que devo a ela.'
Porém logo em seguida dedicou-se à sua cura abandonando o imaginário familiar. A angústia de sua obra desapareceu dando lugar a uma pintura mais extrovertida, como paisagens, retratos, figuras de trabalhadores na neve. Em suma, uma pintura mais calma, de colorido mais leve e claro.
Suas exposições sempre foram tumultuadas. Assim mesmo influenciou toda uma época, inclusive os brasileiros Oswaldo Goeldi e Lazar Segal. Suas telas, além de trágicas e depressivas, são misteriosas, vê-se isso nas telas ‘Puberdade’ – a dúvida de uma adolescente; 'O Dia Seguinte', onde mostra uma prostituta esmagada pela sociedade vendendo seu corpo desengonçado, entre tantas outras.
Entre tantas telas de igual importância cito: A menina doente, Amor e dor, Cinzas, Entre o relógio e a cama, O tronco amarelo, Madonna, Ansiedade, Morte na enfermaria, Vermelho e branco, Auto-retrato com garrafa de Vinho...
Em 1916 passou a levar uma vida solitária, mas criando vários auto-retratos. Veio a falecer em sua propriedade de Sköyen / 1944, aos 81 anos. Legou todas as obras, que ainda possuía à cidade de Oslo, hoje no Museu Munch.
Destacou-se como um dos mais importantes artistas europeus, Munch só obteve reconhecimento ao fim de sua vida e depois de sua morte. O expressionismo moderno desenvolveu-se, como escola definida, a partir dele e de Van Gogh.
Em 1908 sofreu um colapso mental, ocasionado pelo álcool, pelo excesso de trabalho e por um frustrado caso amoroso com uma mulher casada. Foi internado numa clínica de Copenhague. Saiu meses depois e voltou para Noruega onde morou até falecer.
Como Leonardo da Vinci estudou a anatomia humana e dissecou cadáveres, Munch procurou dissecar as almas. Em 23 de Janeiro de 1944 morreu tranquilamente em Ekely. Deixou sua propriedade à cidade de Oslo, a qual abriu o Munch-Museum em 1963 para celebrar o centenário de seu nascimento.
Separação / 1896
Ansiedade / 1894 'Na verdade, a minha arte é uma confissão feita da minha própria e livre vontade, uma tentativa de tornar clara a minha própria noção de Vida…no fundo é uma espécie de egoísmo, mas não desistirei de ter esperança de que, com a sua intervenção, eu possa ser capaz de ajudar os outros a atingir a sua própria clareza.'
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| Auto-retrato / 1895 |


12 comentários:
Impactante relato...
Agradecida con la información y las obras que expones en este post,
Un abrazo!
Parabéns por mais essa excelente postagem.
Beijos.
Amiga Tais.
Mais uma excelente lição de arte. Impressionistas e Expressionistas são os meus favoritos. É sempre um prazer ler este espaço.
Beijos
victor Gil
O Grito é bem expressivo, pois representa a agustia de cada um (pelo menos, em alguma fase da vida)...
Fique com Deus, menina Tais.
Um abraço.
O grito... um de meus favoritos... Sempre!
Olá Taizínha!
É sempre mto bom vir ao seu espaço...e encontrar postagens que revelam vida e obra de artístas famosos.
Sobre Edward Munch, posso dizer que vc relatou mto bem sua forma de criação e tda sua trajetória de vida deixada em praticamente todas as suas obras.
Suas pinturas não precisam de palavras, nem definição, são estampadas, abertamente aos nossos olhos, como um "grito", de angústia e dor, onde deixa bem claro a tristeza que se instalou em seu coração, e a única forma de expor todos esses sentimentos seria pintando suas telas e revelando ao mundo inteiro seus traumas, angústias, lutas, dentro de um estilo absoluto - que é o expressionismo - que o próprio nome diz - "expressão" -usando cores fortes, como se sua pintura tivesse uma névoa, talvez na intenção de causar mistério, dúvidas, incertezas!
Parabéns, por mais essa postagem divína!
Bjocas com carinho.
Walzinha.
Tais,
Permita-me recolocar aqui esta frase do seu post:
"Como Leonardo da Vinci estudou a anatomia humana e dissecou cadáveres, Munch procurou dissecar as almas."
E conseguiu!
Pessoalmente, pese todo o impacto de "O Grito", prefiro "Melancolia"
Abraço
Ah, todos esses mestres da Arte!
Um mais magnífico que o outro!
Ils vivent l'art.
Estive por aqui.
Brigado pela visita Tais Luso.
Excelente blog.
parabéns!
abraços
Lindos...
Adoro "O Grito" em especial.
blog mto legal!
Nossa fiquei aqui um tempão, esqueci de jantar, parabéns, poucos me chamam tanto a atenção.
Bom final de semana.
Lindo!
Pois é ,um artista SEMPRE é o produto da fusão de si à sua arte.Não tem como se fugir do fato. Adorei sua exposição.
Muito elucidativa e cultural.
Abraços.
Maria Virginia Bosco.
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