Jackson Pollock, pintor americano, nasceu em Cody – perto de Nova Iorque em 1912. Era filho de um granjeiro, tinha parte de sua origem irlandesa e parte escocesa. Inicialmente viveu em contato com solo americano, nos Estados de Wyoming, Arizona e California. Sua vocação artística revelou-se a partir de 1925 quando se inscreveu na Manual Art School de Los Angeles. Em 1929 foi estudar em Nova Iorque no Atelier de Thomas Hart Beton, pintor folclórico.
Descobriu em seguida a pintura em areia dos índios americanos e os pintores mexicanos de afrescos. Todavia, seu desenho inspirou-se nos mestres do barroco europeu. Em 1936 pintou telas violentamente expressionistas. Em 1940 executou trabalhos mitológicos, um pouco influenciados por Picasso, onde as formas se deslocam no espaço: Pasiphaé - 1943 / Totem – 1944.
Desde então desenvolveu pinturas automáticas que resultaram, em 1947, no completo domínio de sua técnica. Inventou processos originais aplicando imensas telas contra a parede ou no chão. Em vez de usar pincel e paleta, praticava o dripping passeando sobre a tela com latas furadas, de onde escorria tinta.
Ainda que Max Ernst tenha reivindicado a autoria desta técnica, foi Pollock quem a desenvolveu e dela tirou os resultados mais significativos: Catedrais - 1947, Verão – 1948, Bruma de Lavanda – 1950, Ritmos de Outono – 1950.
Estas telas gigantes apresentam um emaranhado de linhas, de espessura variada, que ocupam toda a superfície e com movimentos furiosos. Os últimos trabalhos desta série, pintados sobre vidro, misturam à tinta, conchas, pregos e pedaços de tela de arame.
Em 1950 a 1952 Pollock pintou em preto e branco, praticando um expressionismo abstrato delirante - Echo, 1951. Sua tela Abismo apresenta um buraco preto sobre um fundo branco. Depois voltou às formas circulares, onde alguns encontram analogia com os ritmos do Jazz: Oceano cinzento.
Criador da Action Painting, Jackson Pollock encarna a fúria de uma raça embriagada por grandes espaços e o drama de uma civilização desencadeada. Sua obra deu consciência à pintura americana de sua autonomia e representa a afirmação da escola de Nova Iorque.
Embora alguns críticos europeus e norte-americanos tivessem ironizado a obra de Pollock como um exibicionismo vazio, a Pintura de Ação encontrou na década de 1950 numerosos adeptos na Europa.
O exemplo de Pollock afetou não só os artista mais jovens; pintores contemporâneos e mais velhos, foram capazes de rechaçar as inibições convencionais e ingressar em terrenos semelhantes.
Pollock travou uma grande batalha contra o alcoolismo e a depressão. Em 1937 internou-se por 4 meses num hospital psiquiátrico onde se submeteu à tratamento químico e a uma análise.
Em seguida numa guinada rumo à abstração, incorporou em sua pintura elementos dos modernistas Picasso e Miró, assim como técnicas aprendidas com Siqueiros. Sua primeira obra de grande dimensão foi Mural – 1943 / 1944.
Entre 1947 a 1951 criou a série que abalaria o mundo das artes. Alguns viam nele apenas um criador de peças caóticas e isentas de qualquer sentido – a Revista Time chegou a apelidá-lo de Jack, o Gotejador. Outros, como Greemberg aclamavam-no como o mais vigoroso pintor da América Contemporânea. Mas, contudo, deixou seu nome como um marco nas artes do século XX.
Levado por um processo criador devorante, Pollock, de temperamento frenético, passou por períodos de angústia e inércia, terminando por morrer tragicamente em um acidente de carro, com velocidade acima do normal. Faleceu em 1956, Estados Unidos com 44 anos neste acidente.
'Quando estou na minha pintura não tenho consciência do que estou fazendo. Só depois de uma espécie de período para 'travar conhecimento' é que me dou conta daquilo em que estive me envolvendo'.
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| ECHO |
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| Ocean Greyness - 1953 |









7 comentários:
Eu gostaria de ter pintado "the tea cup".
Entendo perfeitamente o que sentia Pollock...
Taís, parabéns por mais essa contribuição à cultura!
Beijos do atelier
Tks pela biografia ilustrada no moço.
Não conhecia.
O mais interessante da arte é a liberdade de criar sem o compromisso de agradar.
Olá, Tais
Primeiramente, seu Blog é Maravilhoso!, uma fonte para mim que aprecio Arte e Literatura e seus Contextos e Intertextos.
Vi o filme do Jackson, adorei e claro que o filme em tão breve tempo não mostra tudo.
O Artista quando faz nascer o "novo" nunca é compreendido, porém somente uma mente criativa que se abstrai deixa fluir de seu subconsciente as grande obras, não é apenas um jogar de tintas..."as críticas são tão destrutivas que deixam qualquer alma partida precisando de apoio psicológico"...
Você mostrou no Blog telas lindas de Jackson, mas amei "Ocean Greyness - 1953"...essa eu não conhecia.
Abraços,
Sapatinhos da Dorothy
Não importa o que digam, olhar as telas de Pollock é sentir uma força enorme.
beijos
Tais,
Sinceramente, eu não conhecia nada da vida de Pollock, embora já tivesse visto suas obras em catálogos. Conhecendo sobre a desestruturação emocional do autor podemos entender um pouco o aparente caos de suas criações. Obrigado por nos brindar com mais essa sinopse da vida de um grande artista. Abraços, JAIR.
Numa época em que os estilos eram altamente detalhados e acadêmicos uma transformação nas expressões na ARTE da pintura com certeza foi um grande furor.
E que trabalhos belíssimos, não?
Eu sempre a parabenizo pelo seu grandioso trabalho de pesquisa e a transmissão destes seus conheceres a todos nós.
Abraços, minha amiga
Taís, sempre quando entro aqui tenho aulas e aulas do melhor da arte.
Assisti um filme outro dia sobre uma caminhoneira que ficou famosa em função de uma briga judicail em função de um quadro achado num brechó atribuído a Pollock. Muito legal. eu deletei por esses dias ia te passar o nome. Mas depois eu passo, quando encontrar novamente. Mas tem um outro vídeo legal dele para baixar: http://www.4shared.com/video/iBKVaQWA/ARTE_FAZ_PARTE_-_POLLOCK.htm
Deixo um grande abraço!
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