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21.12.22

PABLO PICASSO / Suas Mulheres

     


    
       - Tais Luso de Carvalho

Picasso nasceu em Málaga, cidade de Andaluzia, sul da Espanha, em 25 de outubro de 1881. Mais tarde preferiu usar o sobrenome da mãe: Picasso – e não o do pai, Ruiz.

Picasso se parecia com a mãe, Maria Picasso Lopez, uma pequena andaluza, de olhos e cabelos negros. Seu pai, um homem alto e ruivo foi quem encorajou Picasso a pintar desde cedo. Era professor de desenho numa escola de arte local e completava o salário modesto com outros empregos, como curador do museu da cidade e restaurador. Ele tinha duas irmãs mais novas, Lola e Concepción – esta morreu de difteria aos oito anos.

Quando Picasso estava com 10 anos o museu fechou; seu pai josé, conseguiu o cargo de professor na Escola de Belas-Artes no porto atlântico de la Coruña. Mudou-se com toda a família. Pouco depois José reconheceria o talento do filho para a arte e decidira desistir ele próprio da pintura para dedicar-se a desenvolver a carreira artística de Pablo.

O JOVEM PICASSO

Picasso foi à Paris em outubro de 1900, com seu amigo Carlos Casagemas. Foram morar em Montmartre no estúdio do artista espanhol Isidro Nonell, que decidira retornar à Espanha. Lá, permaneceu apenas o tempo suficiente para encontrar um marchand que se oferecesse para vender seu trabalho. Após, voltou à Espanha para passar o natal com a família.



Picasso pintou essa obra aos 14 anos. A modelo é desconhecida, mas claramente uma garota de seu tempo. Uma pintura surpreendente para alguém de sua idade, uma das preferidas de Picasso. Pode ser que lhe recordasse sua irmã, Concepción, que morreu naquele ano.

A ARTE NA ÉPOCA DE PICASSO

Em sua primeira visita à Paris em 1900, Picasso penetrou numa cidade povoada de artistas à procura de novas e diferentes concepções para a pintura. O impressionismo já era bem conhecido, e um de seus expoentes, Claude Monet, já tinha prestígio internacional. Grupos dissidentes, como os pontilhistas - uma forma de pintura em que pequenos pontos de cores primárias são usados para gerar as cores secundárias - competiam com os impressionistas.

Edgar Degas e Auguste Renoir seguiam caminhos próprios. Solitários como Paul Gauguin e Vincent van Gogh haviam desenvolvido estilos bastante individuais.

Picasso fez experiências a partir de todas estas novas experiências, mas rapidamente fixou um padrão próprio de pintura que logo conquistaria seguidores conhecidos.

Por volta de 1905 um novo estilo chamado 'fauvismo' desenvolveu-se, liderado por Henri Matisse – o principal objetivo do fauvismo era usar a cor como meio de expressão. Matisse e Cézanne influenciaram enormemente o curso da pintura no começo do séc. XX, mas nenhum contribuiu tanto quanto Picasso, que sempre manteve sua individualidade, mesmo trabalhando paralelamente a movimentos como o cubismo, o surrealismo, o expressionismo, o futurismo e muitos outros 'ismos'.

SUAS MULHERES...

Parecia impossível a Picasso ser fiel a uma mulher. Depois que Fernande o abandonou, em 1911, ele começou a cortejar uma amiga dela, Marcelle Humbert o qual chamava de Eva, querendo dizer que era seu primeiro grande amor. Foi nessa época que começou a aparecer em seus quadros as palavras Ma Jolie (minha bela) apareciam em quase todos seus quadros. Porém Eva morreu, tragicamente de uma doença em 1915.


  
Em 1918 que ele casou-se com Olga Khoklova, filha de um general russo e uma das dançarinas do famoso balé russo. Nasceu Paulo em 1921. Por algum tempo, Picasso foi um pai dedicado e sempre se deliciava em fazer esboços e pinturas do filho. Porém a estabilidade não durou muito, em poucos anos estavam separados.



Mesmo não obtendo o divórcio de Olga, Picasso conhece - em 1927, nas ruas de Paris - Marie-Thérèse Walter, uma garota de dezessete anos. Nasce a filha Maya. Em 1936 a Guerra Civil eclodiu na Espanha. O retrato da filha de três anos parece quase sinistro. É como se o trabalho de Picasso fosse assombrado pelos horrores da guerra, tivesse se tornado incapaz de recuperar a inocência da infância.



Desde o rompimento com Olga, Picasso viveu sozinho, passando apenas os finais de semana com Marie-Thérèse e pequenos períodos com Dora Maar. Com Françoise Gilot o pintor sentiu-se diferente; conheceu-a na Paris ocupada pelos nazistas em 1943. Quando a guerra terminou, Picasso aos 64 anos e Françoise 40 anos mais nova, eram amantes. Foram morar juntos em Antibes, onde em 1947 Françoise teve um filho chamado Claude. Pouco tempo depois tiveram uma filha a quem deram o nome de Paloma.



Jaqueline Roque tornou-se a segunda esposa de Picasso. A morte de Olga, em 1955, deu a Picasso a liberdade de casar-se. A casa onde moraram, em Cannes, era ampla, com imensos ambientes e vista para a baia de Cannes, tornou-se um enorme estúdio onde Picasso prosseguia com sua imensa produção de pinturas e de esculturas. Jaqueline tornou-se os temas de suas pinturas assim como de todas as mulheres de sua vida. Ele a pintou obsessivamente, reduzindo a forma a contornos e cores, linhas e texturas. A vida em La Californie era agitada e diversificada. Interessado em política, Picasso atiçou o debate quando os tanques soviéticos invadiram a Hungria.


    
Jaqueline tornou-se secretária, agente, enfermeira e protetora do pintor. Era obcecada pelo marido, afastando-o um pouco dos amigos e da família. Foi a mulher, a musa mais pintada por Picasso. Embora o artista tenha deixado uma fortuna ao morrer, isso não a poupou de suicidar-se em 1986 com um tiro na cabeça. Deixou dito que a vida não tinha sentido sem ele.

    

fontes:
título original- Picasso Breaking the Rules of Art
trad. Luiz Antonio Aguiar / Marisa Sobral
Cia Melhoramentos de São Paulo
Grandes Pintores / Paulo Ramos Derengoski


13.7.21

REFLEXÕES NO ATELIER

 

Obra Tormento - por Taís Luso


           

                - por Tais Luso de Carvalho


Mais uma madrugada e mais outro amanhecer, sempre o mesmo ritual: a noite despedia-se enquanto surgia a tímida luminosidade do amanhecer.

Mariana permanecia no sótão da casa entre telas e pincéis. Ali em seu atelier, ela dava vazão às suas emoções, colocando em cada pincelada um pouco de seu espírito, por vezes melancólico e solitário. Os suaves e disciplinados acordes uniam-se em melodias que lhe tocavam o coração: as Ave-Marias de Gounod, de Shubert, de Donati...

Não demorou muito para que ela largasse as telas e desse descanso aos pincéis. Já cansada, debruçou sua cabeça sobre a mesa e passou a refletir sobre sua vida, seus encantos e desencantos, seus afetos, seus amigos, sua família.

Simpatizante da filosofia budista questionava-se, também, sobre a reencarnação e outros tantos caminhos. Mas até aquele momento não chegara a um consenso. Ao mesmo tempo em que estava sintonizada com a estética, estava em dissonância com seus valores e com sua espiritualidade.

E ali viu-se só.

A música inundava o atelier amenizando sua solidão. As tintas e os pincéis, antes deixados de lado, agora testemunhavam os abafados soluços de Mariana. O tempo foi cumprindo o seu percurso até que Mariana levantou a cabeça como se estivesse emergindo de profundezas. E fixou, ao acaso, seu olhar num quadro esquecido, dependurado e coberto num canto do atelier, quase diante de sua mesa, ao lado de objetos insignificantes.

Com curiosidade, levantou-se e removeu um pano que encobria o quadro que havia pintado há muitos anos. Um pouco surpresa, ficou a olhar aquele rosto de expressão suave, olhos cheios de ternura e os cabelos castanhos caindo sobre o belo rosto, numa suave harmonia.

Voltou à mesa e dali ficou a observar aquela expressão tão singular: um olhar que não recriminava e lábios que não acusavam. Talvez ela tivesse descoberto, em algum recanto de sua alma, sentimentos de generosidade e complacência. E pintara um retrato comprometido com esses sentimentos e com suas carências.

Já menos amargurada, levantou-se e substituiu a música: colocou “Chanson d’enfance” e enterneceu-se como se buscasse um afago; queria sentir apenas a alegria do momento, e ter uma paz que não oscilasse. E assim ficou por bom tempo, recostada no sofá, deixando-se conduzir pelos suaves acordes.

Mais tarde aproximou-se do quadro e fixou seus olhos na pintura:

- E agora Amigo? Estamos aqui sozinhos, frente a frente... Mas nada ouso Te pedir, guardo na memória a tua Via-Sacra... Mas procuro apenas alguém que me escute, que retorne comigo à infância, e que compartilhe de meus projetos; ainda que pequenos projetos; e que na solidão de minhas madrugadas esteja presente...

Sinuoso, o sol invadiu o atelier deixando uma sensação de conforto. Mariana caminhou em direção ao quadro, beijou o meigo rosto e encostou a porta...

- Até amanhã.



____________________________________________

                              ( Conto publicado na Revista de Artes Dartis nº 24 )





19.8.19

O MURALISTA DIEGO RIVERA



Diego Rivera




Pintor mexicano, nasceu em 1886 em Guanajuato, no México e faleceu em 1957 deixando um importante trabalho na arte moderna, em geral. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México.

Com uma bolsa de estudo, partiu para a Europa - 1907 / 1921 -, onde se familiarizou com os movimentos modernos, tendo experimentado, também, o cubismo, ao conhecer Picasso. Teve contacto com vários pintores: Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí.

Como ativista político, revolucionário, mulherengo e boêmio, tornou-se amigo de Modigliani, Hemingway, e Trotsky. Foi em Paris que se ligou aos vanguardistas europeus, levando para o México e Estados Unidos uma forte experiência.

Porém sua arte enraizou-se na tradição mexicana. Foi em 1921, que Álvaro Obregón, amante da arte e reformista político, eleito presidente do México, deu início a um programa de pintura em murais destinados a homenagear o México e seu povo.

Estudou os afrescos italianos, de Tiziano a Miguel Ângelo, aprendendo a moldar a figura humana das massas em movimento. Adaptou os painéis clássicos ao mundo latino. Junto com Orozco e Siqueiros fundou a mais poderosa escola de pintura no novo mundo.

O muralismo é uma arte complexa, com conteúdo social forte e misturando religiosidade com utopias socialistas e agrárias.

Rivera era um homem de personalidade extremamente forte, suas obras são vistas em edifícios públicos, no Palácio Nacional, encontrando-se incompleto pelo motivo de sua morte.

Entre 1930 e 1934 trabalhou nos Estados Unidos. ‘Homem numa Encruzilhada’, no Rockfeller Center, em Nova York, ocasionou polêmica por haver um retrato de Lênin, e foi substituído por um mural de Brangwyr.

Sua principal obra nos Estados Unidos foi uma série de afrescos sobre A Indústria de Detroit, 1932. Trabalhou sobre cavalete, com a técnica de encáustica, porém não era de seu gosto por achá-la uma obra burguesa, ficava apenas em recintos fechados, longe do povo que precisava levantar sua auto-estima e resgatar sua história.

Era um homem grande, com quase 2 metros de altura, feio e com mais de 120 quilos, porém exercia uma forte atração sobre as mulheres. Casou-se por 3 vezes, a segunda, com a pintora Frida Kahlo em 1929, um casamento tumultuado, ela com 21 anos e bissexual, mantinha ainda um relacionamento com Leon Trotski, ele, por sua vez, mantinha um relacionamento com a irmã de Frida, Cristina. Foi uma união muito complicada, uma longa e triste história que não cabe relatar aqui, pois o homem diferencia-se do artista e de sua obra, que é o que fica.

Rivera pintou mais de 4 mil metros de murais, destacando-se os painéis de Rockfeller e a série da ‘Criação do Mundo, onde deuses foram substituídos pelos reformadores. Seus trabalhos beiram a 5 mil desenhos e dois mil quadros. Vê-se em sua obra a influência dos mestres Picasso, Dali, Miro e outros vanguardistas.



 
            Zapata - Lider agrário-1931


Mural de D. Rivera

Detroit Industry / 1932

Mural em São Francisco


1.11.15

APENAS UM AMIGO - REFLEXÕES NO ATELIER

Abstrato - Tais Luso

     

                   - por Tais Luso de Carvalho

  Mais uma madrugada e mais outro amanhecer, sempre o mesmo ritual: a noite despedia-se enquanto surgia a tímida luminosidade do amanhecer.

   Mariana permanecia no sótão da casa entre telas e pincéis. Ali em seu atelier, ela dava vazão às suas emoções, colocando em cada pincelada um pouco de seu espírito, por vezes melancólico e solitário. Os suaves e disciplinados acordes uniam-se em melodias que lhe tocavam o coração: as Ave-Marias de Gounod, de Shubert, de Donati...

   Não demorou muito para que ela largasse as telas e desse descanso aos pincéis. Já cansada, debruçou sua cabeça sobre a mesa e passou a refletir sobre sua vida, seus encantos e desencantos, seus afetos, seus amigos, sua família.

  Simpatizante da filosofia budista questionava-se, também, sobre a reencarnação e outros tantos caminhos. Mas até aquele momento não chegara a um consenso. Ao mesmo tempo em que estava sintonizada com a estética, estava em dissonância com seus valores e com sua espiritualidade.
E ali viu-se só.

   A música inundava o atelier amenizando sua solidão. As tintas e os pincéis, antes deixados de lado, agora testemunhavam os abafados soluços de Mariana. O tempo foi cumprindo o seu percurso até que Mariana levantou a cabeça como se estivesse emergindo de profundezas. E fixou, ao acaso, seu olhar num quadro esquecido, dependurado e coberto num canto do atelier, quase diante de sua mesa, ao lado de objetos insignificantes.

  Com curiosidade, levantou-se e removeu um pano que encobria o quadro que havia pintado há muitos anos. Um pouco surpresa, ficou a olhar aquele rosto de expressão suave, olhos cheios de ternura e os cabelos castanhos caindo sobre o belo rosto, numa suave harmonia.

   Voltou à mesa e dali ficou a observar aquela expressão tão singular: um olhar que não recriminava e lábios que não acusavam. Talvez ela tivesse descoberto, em algum recanto de sua alma, sentimentos de generosidade e complacência. E pintara um retrato comprometido com esses sentimentos e com suas carências.

 Já menos amargurada, levantou-se e substituiu a música: colocou “Chanson d’enfance” e enterneceu-se como se buscasse um afago; queria sentir apenas a alegria do momento, e ter uma paz que não oscilasse. E assim ficou por bom tempo, recostada no sofá, deixando-se conduzir pelos suaves acordes.

   Mais tarde aproximou-se do quadro e fixou seus olhos na pintura:

   - E agora Amigo? Estamos aqui sozinhos, frente a frente... Mas nada ouso Te pedir, guardo na memória a tua Via-Sacra... Mas procuro apenas alguém que me escute, que retorne comigo à infância, e que compartilhe de meus projetos; ainda que pequenos projetos; e que na solidão de minhas madrugadas esteja presente...

  Sinuoso, o sol invadiu o atelier deixando uma sensação de conforto. Mariana caminhou em direção ao quadro, beijou o meigo rosto e encostou a porta...
- Até amanhã.


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( Conto publicado na Revista de Artes Dartis nº 24 )






2.8.11

MANABU MABE



- Tais Luso de Carvalho

As grandes cidades do mundo conhecem os trabalhos de Manabu Mabe. Mabe, o artista brasileiro que expõe em sua obra, a pintura do Ocidente habilmente unida ao traço oriental. Reveladoras de um imenso talento suas telas constituíram motivo de comentário nos centros culturais da América e Europa.

Manabu Mabe nasceu em 14 de setembro de 1924, na localidade de Takara, na cidade de Shiranui, Japão onde permaneceu até os 10 anos quando sua família veio para o Brasil. Na cidade de Lins, São Paulo, Manabu trabalhava com o pai na lavoura e, nas horas de folga obtinha as primeiras noções de arte com um pintor amigo. Em casa aprendia a escrita japonesa, participando de um ambiente acentuadamente oriental.

Após a morte de seu pai Manabu foi para a capital onde iniciou a pintura de gravatas, atividade modesta que ja prenunciava, porém, sua inclinação artística. No decorrer desta fase difícil, evoluiu o poder criativo do principiante, que antevia a possibilidade de dar vida a um amplo mundo pictórico. Aos 28 anos conseguiu realizar este sonho, expondo no Salão Nacional de Belas-Artes.

O ano de 1959 trouxe-lhe a consagração definitiva como pintor, principalmente através da Galeria Barcinsky, no Rio de janeiro e da obtenção dos prêmios na V Bienal de São Paulo e na 1ª dos jovens em Paris. Nesse ano, naturalizou-se brasileiro. E daí em diante muitos prêmios vieram.

O figurativismo na obra de Manabu representou apenas uma fase inicial. Um exemplo dessa época é a obra Toilette. Mais tarde sua pintura transformou-se completamente; em 1957 volta-se para o abstracionismo – estilo que adotou definitivamente.

Manabu foi um dos precursores da arte abstrata no Brasil. Reconhecido e aplaudido no país e exterior, deixou uma vasta obra composta de abstratos, desenhos, figurações, geométricos, natureza-morta e paisagens.

Participou durante anos da FIAC (Feira Internacional de Arte Contemporânea) em Paris e da ARCO na Espanha. Em 1959 recebeu o Prêmio Leiner na exposição das Folhas em que participaram artistas de todo o país; e em 18 de Setembro, o prêmio de "Melhor Pintor Nacional" na V Bienal de São Paulo.

Manabu Mabe, 73, morreu no dia 22 de setembro, às 13h, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde estava internado havia 25 dias. As causas da morte do artista foram septicemia (infecção generalizada), linfoma (tumor nos gânglios linfáticos), diabetes e problemas relacionados a um transplante renal. 

  



 


INSTITUTO MANABU MABE

A arte representa o espírito humano e o artista permanece em sua obra, vivendo através dos tempos. Salvaguardar e transmitir a herança patrimonial é dar significado ao que se entende como Nação.

O Instituto Manabu Mabe, entidade sem fins lucrativos fundada em 1997 — representada pela família Mabe — tem por objetivo contribuir para a difusão da arte e da cultura. Sua atuação, de natureza preservacionista, está voltada para pesquisa, catalogação, certificação, avaliação, autorização do uso de imagens, conservação e restauro das obras do internacionalmente reconhecido artista plástico Manabu Mabe.

Espelhado no exemplo deste sonhador, conhecido como o Samurai da Pintura, o Instituto trabalha com a mesma dedicação e entusiasmo no sentido de preservar a identidade nacional para as futuras gerações e o legado do maior abstracionista que o Brasil conheceu, elevando seu talento ao mais alto grau de expressão estética e intelectual. Manabu Mabe honrou com seu trabalho incansável a pátria que adotou de corpo e alma.
Notícia sobre o desaparecimento de várias obras de Manabu Mabe na queda de um avião Boing 707 da Varig, no dia 30 de janeiro de 1979. Foram 153 obras de Manabu Mabe que desapareceram no mar. Vejam a notícia.


Manabu Mabe em criação... veja!



6.3.11

PAUL CÉZANNE

Os jogadores de carta

Tais Luso de Carvalho

Cézanne, filho ilegítimo de um rico banqueiro, nasceu na França em 1839. Quis ser artista desde a infância, porém seu pai desaprovava. O medo da insegurança - por ser adotado - e o medo de seu autoritário pai, o perseguiram por toda a vida. Mas aos 22 anos conseguiu ir para Paris estudar arte e conviver com artistas.

Era um jovem com grandes momentos de depressão e seus sentimentos de baixa-estima o levaram a destruir muitas de suas obras. Era desesperado por ser aceito na elite artística de Paris. Assim voltou mais tarde para sua cidade Aix-en-Provence. Mas em 1862 retornou à Paris para viver como artista.

Ao lado de seu grande amigo Émile Zola tornou-se ativamente político e revolucionário. Dizia que o artista é um mero gravador de percepções sensoriais e que poderia revolucionar a pintura apenas com uma maçã... De fato, suas naturezas mortas são grandiosas pela espontaneidade dos tons. Com o tempo sua pintura tornou-se simplificada ao ponto de ser reduzida a limites quase geométricos, quase cubistas, conseguindo efeitos de perspetiva apenas pelo uso da cor.

O próprio Cézane definia seu estilo como arquitetônico; ele dava ao corpo uma abstração natural, não queria nada além de superfícies e volumes pictóricos, segundo o russo Malevitch sobre seu quadro Os Banhistas, enchia a tela com volumes e cor, superando o traço.

Cézane levou tempo para ser aceito e reconhecido no mundo das artes, e quase nada vendeu em vida. Quando suas obras foram rejeitadas pelo Salão de Paris, Cézanne foi consumido por uma intensa depressão, mas desta vez perseverando. 

Em 1863, numa exibição alternativa – Salón des Refusés, Cézane expôs ao lado de outros artistas, também rejeitados, como Édouard Monet, Camille Pissarro e Henri Fantin-Latour. Vinte anos mais tarde, a primeira de suas obras foi aceita pelo Salão de Paris.

Suas primeiras obras eram tristes, sombrias e melancólicas, porém seu estilo mudou na década de 1870, quando se apaixonou por Hortense Fiquet – 19 anos, e com ela teve um filho. Também ligou-se aos impressionistas. Mas sempre pensava em algo mais sólido e durável.

Em 1874, embora não se considerasse um impressionista, apresentou suas obras com o grupo. Foi influenciado pela arte flamenca, pintando naturezas mortas com as cores usadas pelos artistas flamencos.

Em 1886 ficou muito magoado com seu amigo Émile Zolá (amigos desde o collêge Borbon – 1852) pela semelhança do personagem do seu romance L'Oeuvre, contando a história de um artista fracassado... Nesse mesmo ano casa-se com Hortense da qual nasce seu filho.

Ao saber de sua família, seu pai reduz muito a ajuda financeira; porém é ajudado pelo amigo e escritor Émile Zolá o qual mais tarde vendo o luxo em que Zolá vivia, Cézanne fica desconcertado e afasta-se do amigo. Seu pai morre pouco depois deixando-lhe uma fortuna considerável. Mais tarde volta a morar em Aix enquanto sua família fica em Paris.

Sucedem, após, várias exposições o qual vende seus quadros alcançando preços muito bons. Em 15 de outubro, diabético, adquire pneumonia vindo a falecer.

Segundo Pablo Picasso: Meu primeiro e único mestre, Cézane foi um pai para todos nós.

Foi ousado no uso da cor, perspectiva inovadora, preocupava-se com formas geométricas e fazia um perfeito intercâmbio entre luz e sombra.

Auto retrato / 1890

Natureza morta

Os Banhistas
Natureza morta
O grande pinheiro / 1885


6.4.10

PAUL GAUGUIN


Para a boa compreensão da pintura de Gauguin - nascido em 1848 / Paris -, é preciso que se conheça um pouco de sua vida, por sinal, muito conturbada. Era um parisiense de ascendência materna peruana. Viveu sua infância em Lima com sua mãe, pois seu pai morreu devido a complicações de saúde na viagem para o Peru. Aos 17 anos esteve 2 vezes no Brasil como marinheiro.


.Em 1871 empregou-se na Casa de Câmbio Bertin, em Paris. Tinha ao lado, um colega de trabalho que gostava imensamente de pintar nas horas vagas, mas amador. Gauguin foi contaminado pela arte do amigo; começou não só a pintar, mas a freqüentar os meios artísticos, vindo a receber influência dos impressionistas.

Passou a participar de exposições coletivas, com pequenas obras. Casou-se e teve 5 filhos com uma moça dinamarquesa. Encontrava-se muito bem financeiramente, ganhando uma pequena fortuna especulando na Bolsa de Paris. Havia se tornado um típico representante da pequena burguesia parisiense, chefe de família exemplar, vivendo na abastança.

Em 1883, aos 35 anos e já muito bem de vida, ao chegar em casa disse à sua esposa: ‘larguei o emprego, agora vamos viver de pintura!’

Passava o dia envolvido com suas pinturas e com outros artistas. O dinheiro da família foi minguando. Tiveram de vender talheres, louças e moveis. Gauguin não vendia um quadro. Chegou o momento que teve de optar em morar, ele, sua mulher e os 5 filhos na casa dos sogros, em Copenhague. Separou-se da mulher e dos filhos e foi para a Bretanha.

Seguiram-se anos de completa penúria, Gauguin tinha como trabalho ‘pregar cartazes’.
Resolveu ir para o interior, Arle, onde seu sustento seria mais fácil. Morou algum tempo com Van Gogh que, em um de seus acessos quase o matou.


Seguiu, então, para a ilha de Taiti, onde permaneceu de 1891 a 1893, pintando e escrevendo seu livro autobiográfico, Noa-Noa. Volta à Paris, mas gastou o que recebera de herança de um tio. Fez uma exposição com seus quadros taitianos o qual conseguiu apurar algum dinheiro. Conseguiu, assim, voltar definitivamente à ilha de Taiti onde falece em 1903.

Gauguin possuía idéias originais e usava apenas 3 cores básicas: amarelo, azul e vermelho. Possuía uma mistura de primarismo instintivo com um intelectualismo requintado. Praticava uma nova pintura que se intitulava sintetismo; uma pintura que se inspirava nas formas largas e amplas dos egípcios, na arte japonesa e na rusticidade das camponesas da Bretanha e da natureza. Não mais respeita a dimensão tripla. Flores e curvas passam a adquirir um sentido simbólico, misterioso e que sugerem idéias e emoções.

Duas mulheres

Em Taiti, adquire doenças tropicais. Em 1901 tenta o suicídio. Alguém lhe conseguiu um emprego colonial, porém foi tarde demais. Foi vencido pela miséria e pela doença. Quase louco, não usava mais telas: pintava as paredes de seu miserável rancho.

Os Cavaleiros da Praia foi seu último trabalho. Morre em 1903.

26.9.09

ELIFAS ANDREATO / Designer gráfico

Elifas Andreato em seu atelier

Quando criei este blog, minha proposta foi de mostrar todos os tipos de arte; não mostrar apenas um segmento das artes plásticas, mas tudo que é considerado arte.


E hoje trago Elifas Andreato, considerado um expoente do designer brasileiro e requisitado há mais de 40 anos, quando começou como designer e ilustrador para vários artistas renomados da música popular brasileira, tais como: Pixinguinha, Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Vinícius de Morais, Zeca Pagodinho... Sempre produzindo uma arte reconhecida no país e no exterior pela sua alta qualidade.


O dom para desenho descobriu aos 14 anos, na Fiat Lux, em São Paulo. Foi lá que, com outros companheiros, aprendeu a ler. Nas charges que passou a fazer para o jornal dos operários da fábrica já se revelava um contestador.


Em seguida começou a retratar, em quadros, cenas de sua infância pobre. Descoberto pela crítica de arte Marli Medaglia, o ‘menino’ Elifas virou matéria de jornal e apareceu na televisão. Pelo cenário que fez para o cinqüentenário da fábrica que seria visitada pelos ingleses, Elifas ganhou dinheiro para estudar arte.


Em 1969 começou seu trabalho nas revistas Claudia, Quatro Rodas, Realidade e Veja, Revista Japonesa Latina e tantas outras, uma variedade de publicações tão diferentes entre si. Não era exatamente o que ele sonhava, mas quando se é pobre, segundo disse, não se tem escolha. Mas foi uma escola excepcional.


Em 1970 foi o responsável pelo projeto gráfico da coleção ‘História da Música Popular
Brasileira’, chamado por Victor Civita, da Editora Abril. Os LPs chamavam atenção pela sua capa e encartes arrojados. Conseguia retratar o espírito do artista, através de vários encontros que tinha com eles. Um bar e uma mesa de sinuca eram o suficiente para conhecer e tornar-se amigo dos artistas, e daí começar a ‘obra’. A coleção teve fascículos dedicados a Cartola, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues e Pixinguinha. Foi um dos trabalhos mais importantes de sua carreira.


Uma mera capa de disco transformava-se numa obra de arte quando assinada por Elifas. Entre o período de 1970 a 1984 suas capas de LPs e encartes atingiram por volta de 500 obras. Eram arrojadas e coloridas. Seus cartazes anunciando peças de teatro, shows e eventos são magníficos.


Elifas Andreato nasceu em Rolândia/Paraná em 1946. Foi militante político na época da ditadura militar. Oriundo de família pobre e alfabetizado só na adolescência, foi referência no meio intelectual e artístico do Brasil.


Sua luta, como pessoa, foi a favor da união e solidariedade do povo, contra um indivíduo induzido pelo sistema. Implementou em seu trabalho a idéia de construir, de fato, uma perspectiva nova para o país.


“Fiz do papel meu confidente. Nele, contei os dias e as noites do País. As vitórias e derrotas do povo, minha admiração pela infância. E é sempre bom lembrar: não há desgraça maior para uma nação do que matar os sonhos de suas crianças”.
Agora, insisto e persisto. Pois nunca mais terei 40 anos”.

cartaz Morte do Caxeiro / Arthur Miller


cartaz / Quem tem medo de Virginia Woolf




18.10.08

MARCEL DUCHAMP / A ANTIARTE

A Fonte / 1917 - Duchamp


- Tais Luso de Carvalho 


Marcel Duchamp nasceu na França 1887. Foi um dos precursores da arte conceitual e introduziu a idéia de ready-mades (objeto pronto) como obra de arte. Começou como pintor impressionista, expressionista e cubista. Nessa fase pintou o quadro 'Nu Descendo Escada', uma sobreposição de figuras que lembra algo de humano. Porém foi como escultor que Duchamp atingiu a fama, deixando a Europa e indo trabalhar nos Estados Unidos, onde encontrou campo fértil para desenvolver sua arte dadaísta (movimento de vanguarda iniciado em Zurique, 1915, por escritores e artistas).

O DADAÍSMO era um movimento de caráter anti-racional, em oposição a qualquer tipo de equilíbrio. Movimento de intensa revolta contra o conformismo, em que as forças da criação artística foram colocadas a serviço da antiarte. O movimento surgiu de um espírito de desilusão gerado pela Primeira Guerra Mundial, a qual alguns artistas reagiram com um misto de ironia, cinismo e niilismo anárquico. Os artistas usavam de gracejos grosseiros e de provocações, como mais tarde o próprio Duchamp veio a confessar.

Enfatizou o ilógico e o absurdo, exagerando-se a importância do acaso na produção artística. O objetivo era chocar o público que se alimentava dos valores tradicionais.

Antes do final da Primeira Guerra Mundial via-se já, o movimento em Barcelona, Berlim, Colônia, Hanover, Nova York e Paris. Juntaram-se a este movimento grupos da Áustria, Bélgica, Holanda e outros países. E Paris veio abrigar, em 1922, a primeira exposição internacional dadaísta.

No campo da pintura houve tentativas de desenvolvimento das técnicas cubistas, porém o que definiu o movimento foram os poemas aleatórios e o ready-made. Em Paris o movimento deu mais importância à literatura e sua inclinação para o absurdo e para o extravagante, isso deu suporte para o surrealismo. Suas técnicas de criação foram empregadas, também, pelos expressionistas abstratos. A arte conceitual também tem suas raízes neste movimento. O espírito dos Dadaístas não desapareceu inteiramente, suas características foram mantidas pela cultura junk e pela arte pop, que era conhecida nos Estados Unidos pelo nome de neodadá.

Em 1912, Duchamp monta uma roda de bicicleta, sobre um banquinho de cozinha, inventa o ready-mades; posteriormente traz, a público, uma caixa de garrafas comprada num armazém parisiense e um urinol - a este último, assinando R. Mutt, e deu o nome de 'Fonte'. Em outro de seus celebres gestos provocativos apossa-se da clássica obra de Mona Lisa e acrescenta-lhe um bigode, cavanhaque e uma inscrição obscena.

O conceito do ready-mades parece originar-se da convicção de Duchamp de que a vida é um absurdo, sem sentido. Segundo ele, qualquer objeto torna-se uma obra de arte se o retirarmos do limbo dos objetos indiferenciados, e o declararmos como tal. Duchamp, em outras ocasiões declarou que os ready-mades não eram arte, e sim antiarte, afirmando que nenhuma arte tinha valor.

Na década de 20, Duchamp combinou a idéia de máquina com a de futilidade, construindo elaboradas geringonças mecânicas que foram consideradas precursoras da arte cinética. Após deixar 'O Grande Vidro' - inacabado - abandonou a arte pelo xadrez. De seu casamento, ocorrido em 1927, seu amigo Man Ray escreveu: “Duchamp passou a maior parte da única semana que viveu com sua mulher estudando problemas de xadrez: ela, em desesperada retaliação, acordou certa noite e colou as peças no tabuleiro. Os dois divorciaram-se 3 meses depois”.

Duchamp tornou-se uma lenda ainda em vida. Tanto no cotidiano quanto em suas realizações artísticas, fez mais do que todos de seus colegas para modificar as concepções de arte no século XX. Tentou, sem sucesso, como ele mesmo reconheceu, destruir a mística do gosto ou desmontar o conceito de beleza estética, e em 1962 disse: "Quando descobri os ready-mades, pensei em desencorajar a estética... Joguei na cara de todos uma caixa de garrafas e um urinol, que são hoje admirados por sua beleza estética".

Também tenho curiosidade de ver a arte que não é arte, segundo Dechamp... Certos tipos de arte que apresentam nas bienais não conseguem, sequer, formar um elo de compreensão entre o criador e o expectador: fica um vazio. Gosto de todos os períodos da arte, de todas as escolas e de vários movimentos, porém, acho que o principal num artista é querer comunicar-se através de sua obra, é querer passar algo. E fica a dúvida: o artista quer apenas se expressar ou quer ser, também, compreendido? Daí o ‘vazio das bienais’ que fala Affonso Romano. (links abaixo)

Mais sobre Duchamp clique aqui. (neste blog)


7.9.07

MANABU MABE




Manabu Mabe / década de 40

 - Tais Luso de Carvalho

As grandes cidades do mundo conhecem os trabalhos de Manabu Mabe. Mabe, o artista brasileiro que expõe em sua obra, a pintura do Ocidente habilmente unida ao traço oriental. Reveladoras de um imenso talento suas telas constituíram motivo de comentário nos centros culturais da América e Europa. 


Manabu Mabe nasceu em 14 de setembro de 1924, na localidade de Takara, na cidade de Shiranui, Japão onde permaneceu até os 10 anos quando sua família veio para o Brasil. Na cidade de Lins, São Paulo, Manabu trabalhava com o pai na lavoura e, nas horas de folga obtinha as primeiras noções de arte com um pintor amigo. Em casa aprendia a escrita japonesa, participando de um ambiente acentuadamente oriental.  


Após a morte de seu pai Manabu foi para a capital onde iniciou a pintura de gravatas, atividade modesta que ja prenunciava, porém, sua inclinação artística. No decorrer desta fase difícil, evoluiu o poder criativo do principiante, que antevia a possibilidade de dar vida a um amplo mundo pictórico. Aos 28 anos conseguiu realizar este sonho, expondo no Salão Nacional de Belas-Artes. 


O ano de 1959 trouxe-lhe a consagração definitiva como pintor, principalmente através da Galeria Barcinsky, no Rio de janeiro e da obtenção dos prêmios na V Bienal de São Paulo e na 1ª dos jovens em Paris. Nesse ano, naturalizou-se brasileiro. E daí em diante muitos prêmios vieram. 


O figurativismo na obra de Manabu representou apenas uma fase inicial. Um exemplo dessa época é a obra Toilette. Mais tarde sua pintura transformou-se completamente; em 1957 volta-se para o abstracionismo – estilo que adotou definitivamente. 


Manabu foi um dos precursores da arte abstrata no Brasil. Reconhecido e aplaudido no país e exterior, deixou uma vasta obra composta de abstratos, desenhos, figurações, geométricos, natureza-morta e paisagens. 


Participou durante anos da FIAC (Feira Internacional de Arte Contemporânea) em Paris e da ARCO na Espanha. Em 1959 recebeu o Prêmio Leiner na exposição das Folhas em que participaram artistas de todo o país; e em 18 de Setembro, o prêmio de "Melhor Pintor Nacional" na V Bienal de São Paulo.

Em 22 de setembro de 1997 falece em São Paulo.


   
Grito   
Geométrico
 Paisagem 1949  /   clique foto

INSTITUTO MANABU MABE
A arte representa o espírito humano e o artista permanece em sua obra, vivendo através dos tempos. Salvaguardar e transmitir a herança patrimonial é dar significado ao que se entende como Nação.
O Instituto Manabu Mabe, entidade sem fins lucrativos fundada em 1997 — representada pela família Mabe — tem por objetivo contribuir para a difusão da arte e da cultura. Sua atuação, de natureza preservacionista, está voltada para pesquisa, catalogação, certificação, avaliação, autorização do uso de imagens, conservação e restauro das obras do internacionalmente reconhecido artista plástico Manabu Mabe.
Espelhado no exemplo deste sonhador, conhecido como o Samurai da Pintura, o Instituto trabalha com a mesma dedicação e entusiasmo no sentido de preservar a identidade nacional para as futuras gerações e o legado do maior abstracionista que o Brasil conheceu, elevando seu talento ao mais alto grau de expressão estética e intelectual. Manabu Mabe honrou com seu trabalho incansável a pátria que adotou de corpo e alma.


Abstrato
Paisagem de Santa Teresa
Site do artista aqui